Se depender do orçamento, greve de fome só termina no final do mês; TJ espera ba - WSCOM

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Paraíba

14/03/2006


Se depender do orçamento, greve

Mesmo com greve de fome do presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado (Sojep), Benedito Fonseca, na Praça João Pessoa, que já dura mais de 33 horas, o Tribunal da Justiça (TJ) informou na tarde desta quinta-feira, 14, que só vai se reunir com os sindicatos dos serventuários após divulgação do balancete bimestral, que acontece até o final do mês.

A Assessoria do TJ disse que só após uma avaliação dos técnicos do Tribunal é que vai ser tecida uma proposta para reajuste nos salários e os sindicatos serão novamente convocados para uma reunião.

O presidente do Sojep iniciou sua greve de fome às 10h da última segunda-feira, 13. Ele está tomando apenas água.

O presidente do TJ, João de Moura, havia pedido que os sindicatos aguardassem enquanto o levantamento era efetivado.

O TJ também espera algumas informações técnicas da corrente líquida do Estado, que será um dos subsídios da defesa de uma proposta, dentro dos limites da Lei de responsabilidade Fiscal.

Benedito Fonseca retrucou dizendo desde o ano passado que os serventuários lutam por melhores condições de trabalho, mas o TJ não cumpriu um acordo firmado há mais de 60 dias, que garantia melhores salários.

“Eles dizem que estão negociando, mas, a cada reunião, eles não apresentam nada de concreto”, declarou.

No final da tarde, os serventuários fizeram uma passeata em volta da Praça João Pessoa.

Reivindicações – Os principais pontos de reivindicação dos serventuários são as melhorias das condições de trabalho, debate sobre a realização dos mutirões fiscais e recomposição dos salários-base. Atualmente os salários são de R$ 1.046,00. Os servidores cobram um aumento para cerca de R$ 1.800,00, em final de carreira.

Benedito, em meio a acusações aos altos salários de juízes e desembargadores, também apresentou um contracheque de um serventuário aposentado que ganha R$ 339,34. Ele informou que, quando na ativa, o ex-funcionário recebia R$ 865.

Ele citou uma matéria da Revista Época desta semana (nº 404) que denuncia os elevados salários de desembargadores na Paraíba. A reportagem informa que o salário-base de um desembargador no estado é de R$ 2,4 mil e que, incluindo gratificações, chega aos R$ 24 mil mensais.

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