Rui Leitão lança campanha por eleições gerais no País em 2022 - WSCOM

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Paraíba

03/02/2019


Rui Leitão lança campanha por eleições gerais no País em 2022

Na imagem, o jornalista e escritor Rui Leitão

O historiador, produtor cultural e advogado, Rui Leitão, revelou neste domingo (3), em artigo de opinião, uma defesa para que haja eleições gerais em 2022 – eliminando a disputa Municipal de 2020 – visando baratear os custos e efeitos das eleições no País.

Confira na íntegra:

 

Eu não tenho dúvidas de que as eleições gerais são uma importante saída para a crise política em que estamos mergulhados. É importante que passemos a ter pleitos simultâneos em todo o país para escolha de todos os mandatos dos poderes executivos e legislativos, em qualquer nível, seja federal, estadual ou municipal. Assim, partiríamos acabando com a farra das campanhas eleitorais a cada biênio. O custo dos processos eleitorais é indiscutivelmente bastante oneroso para a nação e a sociedade de uma forma geral.

Se é verdade que existe a intenção de construir novos tempos na política nacional, entre as primeiras reformas a serem consideradas deverá ser a que trata das regras do nosso sistema eleitoral. O Brasil tem as eleições mais caras do mundo. Portanto, é inadmissível que pratiquemos essa gastança exagerada a cada dois anos. Porque não elegermos do presidente da república ao vereador em um só momento? Vejo como benéfica para a nossa democracia a coincidência dos mandatos em todos os níveis, pois contribuiria para garantir uma continuidade administrativa. Essa bandeira tem que ser desfraldada por todos os partidos políticos e movimentos sociais de nosso país, se quisermos, de fato, iniciar um processo de melhora verdadeira na qualidade da política brasileira.

Partindo dessa compreensão, seria interessante que só tivéssemos novas eleições em 2022, fazendo, então, com que coincidam os mandatos municipais com os dos estados e da federação. Seria, inclusive, um tempo para respirarmos e refletirmos melhor sobre os rumos do país, preparando-o para o futuro que será vivido por nossos descendentes. Os atuais prefeitos seriam mantidos, portanto, por mais dois anos, quando teríamos a oportunidade de renovar nossos quadros administrativos e parlamentares no país inteiro. Isso, certamente, harmonizaria o planejamento de políticas públicas dos municípios, dos estados e da União, de forma a melhor atender às demandas da população.

Sabemos que o país fica travado a cada dois anos quando os quadros políticos se voltam para atendimento dos seus interesses na obtenção de resultados positivos que garantam controle de poder. As máquinas administrativas terminam sendo contaminadas pelas campanhas eleitorais, com o uso dos recursos públicos e das ações governamentais em favor dos que estão no exercício de mandatos, em detrimento dos opositores. A realidade é que, a cada dois anos, temos um segundo semestre perdido, nas administrações públicas. Não por culpa dos que estão no exercício dos cargos, mas por exigência do próprio processo eleitoral que os obriga a colocar o pleito como prioritário nas suas preocupações.

Em sendo assim, me lanço na campanha: ELEIÇÕES GERAIS EM 2022. Além da economia que proporcionaria ao país, inibiria o surgimento das candidaturas “trampolins”, tão comuns nos carreiristas políticos. Por essa razão defendo também a proibição da reeleição para os cargos executivos e apenas uma recondução para os mandatos legislativos. Mas esse é assunto para um próximo texto.