Rossetto deve ser o próximo sair do governo para disputar eleições - WSCOM

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Brasil & Mundo

03/03/2006


Rossetto deve ser o próximo

O ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) deve ser o próximo a anunciar sua saída do primeiro escalão do governo federal. O senador Paulo Paim (PT-RS), disse hoje que Rossetto deve sair candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

Ontem, o diretório gaúcho do PT informou que o candidato do partido ao governo de Estado seria o ex-ministro Olívio Dutra. O diretório havia informado que ainda não havia uma decisão sobre a saída de Rossetto, já que o cargo poderia entrar na negociação com partidos aliados.

No entanto, Paim confirmou hoje a tanto a saída de Rossetto como a candidatura de Dutra. Com isso, ele será o segundo ministro a oficializar a saída do governo. Ontem, o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, anunciou que deve deixar o posto até o dia 31.

Outros integrantes do primeiro escalão devem tomar o mesmo rumo até o final do mês. A data coincide com o prazo dado pela legislação eleitoral para a desincompatibilização dos ocupantes de cargos públicos que querem se candidatar ao pleito deste ano. Pela lei, a desincompatibilização deve ocorrer pelo menos seis meses antes da eleição.

Outro nome certo na lista de baixas do governo é do secretário nacional de Pesca, José Fritsch. O PT de Santa Catarina já aceitou a indicação Fritsch para candidato ao governo do Estado.

Entre os ministros já sinalizaram a intenção de deixar o governo estão Jaques Wagner (Relações Institucionais) e Alfredo Nascimento (Transportes).

Wagner quer disputar o governo da Bahia pelo PT, mas depende do aval do presidente Lula para deixar o cargo. Ele também é cotado para assumir a coordenação de campanha de Lula à reeleição. Nascimento quer tentar a vaga de senador do Amazonas.

Também há rumores em Brasília sobre a saída do ministros da Integração Nacional, Ciro Gomes, que já admitiu a possibilidade de se candidatar à deputado federal pelo Ceará. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, também admitiu a possibilidade de disputar o governo de Minas Gerais pelo PMDB.

Outro nome que aparece na lista de baixas está o do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), lembrado como provável candidato ao governo do Paraná. Ele também pode se reeleger como deputado federal.

A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) também pode deixar o governo para disputar o governo do Acre. Ela foi lançada candidata ontem pelo próprio presidente Lula, mas não confirmou sua possível desincompatibilização.

Também há rumores sobre a possível saída do ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, que teria a intenção de ser vice de Lula numa aliança entre PT e PTB.

O sonho de Mares Guias deve esbarrar na possível coligação entre o PT e o PMDB. Tudo indica que o vice de Lula seja um nome do PMDB nas eleições de outubro.

O posto de vice também é almejado por José Alencar (PRB), atual vice e ministro da Defesa. Ele teria a intenção de repetir neste ano a mesma chapa que venceu as eleições presidenciais de 2002.

Coordenação

A formação da equipe de coordenação da campanha de Lula também deve desfalcar o primeiro escalão do governo. Além de Wagner, são cotados para assumir a coordenação os ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral) e Antonio Palocci (Fazenda). Este último, considerado a “jóia da coroa”, pode ceder o cargo para o atual secretário-executivo, Murilo Portugal.

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