Rosilene Gomes defende criação do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino - WSCOM

menu

Mais Esporte

29/07/2007


Rosilene Gomes defende criação do

A presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Rosilene Gomes, foi a primeira chefe de delegação da seleção brasileira de futebol feminino, quando a equipe disputou a Copa do Mundo da categoria, na China, em 1990. Ainda este ano, ela voltou a chefiar a delegação durante a pré-temporada da equipe para os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, que culminou com a conquista da medalha de ouro no meio desta semana.

Toda essa experiência da dirigente, deu-lhe a credibilidade suficiente para tratar do assunto como referência. Em conversa com o Portal WSCOM Online, Rosilene disse que apesar do título conquistado pelas meninas do Brasil, muita coisa ainda precisa ser feita para que a modalidade cresça no país, a começar por um campeonato nacional:

“Isso já deveria existir há muito tempo. Sempre defendi a realização de um Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Acredito que deveria ser obrigado aos clubes das séries A e B terem equipes femininas, mas isso não acontece”.

De acordo com ela, que chefiou a delegação femininas no primeiro Mundial, em 1990, o primeiro dirigente a dedicar uma atenção maior à categoria foi o ex-presidente da Fifa, o brasileiro João Havelange.

Rosilene explicou ainda a dificuldade que é dar espaço e criar competições para as mulheres e lamentou as dificuldades encontradas:

“Para você ter uma idéia, aquelas que realmente querem jogar futebol são obrigadas a disputar partidas com os homens por falta até mesmo de outras interessadas. A dificuldade é grande no país e fico triste porque são umas batalhadoras. Até em termos de gratificação recebem bem menos que os homens”.

Sobre a possibilidade da criação de um campeonato na Paraíba, ela foi enfática:

“Já falei com os clubes, pois eles é que têm que tomar a iniciativa. A Federação não pode criar times, pois deixaria de ser administradora para ser torcedora. Chegamos até a ter uma equipe por cinco anos, mas o custo é muito alto. Não é só pagamento às jogadoras, tem material, comissão técnica e outros profissionais específicos por serem mulheres, como ginecologista”, concluiu Rosilene Gomes.

Notícias relacionadas