Ronaldo credita recorde a sacrifício e diz que quer mais - WSCOM

menu

Mais Esporte

28/06/2006


Ronaldo credita recorde a sacrifício

Ronaldo se tornou nesta terça-feira o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Com o gol marcado aos 5min do primeiro tempo diante de Gana, o jogador superou o alemão Gerd Müller como o maior artilheiro da história dos mundiais, com 15 gols.

Para o “Fenômeno”, alcançar feitos históricos é algo que requer sacrifícios e muito esforço. “É difícil, é dolorido, e custa muito (fazer história). Tem que ter muito sacrifício, muito trabalho”, apontou o atacante. “Isso foi conquistado com meu trabalho e meu suor”.

“É uma satisfação enorme ampliar ainda mais esse recorde, sem esquecer que o principal objetivo a gente está alcançando, que é chegar à final”, declarou o jogador após o jogo.

Ronaldo deixou claro que não pretende parar no 15º gol nem no segundo título mundial (1994 e 2002). “Quero mais, mais e mais. Quero continuar marcando gols e conquistando títulos”, frisou o atacante, que se mostrou consciente com relação à situação de constante pressão sob a qual vive. “A cobrança vem para aqueles que têm condição de suportá-la”.

O atacante quebrou o recorde histórico quando recebeu passe preciso de Kaká, que o deixou na cara do gol. Ronaldo pedalou para cima do goleiro Kingson, aplicou a finta e tocou para o gol livre.

“Eu senti que tinha que enganar o goleiro de alguma maneira ou então ganhar dele na velocidade. Na hora, achei que ia complicar se conduzisse mais a bola, então fiz aquela jogada”, explicou, referindo-se à finta.

O “Fenômeno” aproveitou para enaltecer o trabalho de recuperação física feito desde que se apresentou à seleção brasileira, quando se encontrava acima do peso. Para ele, foi através deste processo que a sua confiança voltou.

“(A confiança) Se recupera treinando, trabalhando. A gente fez um planejamento que poucos acreditavam, mas seguimos nele, e continuaremos nele”, observou.

Ronaldo marcou seus tentos em três Copas diferentes. Anotou quatro na campanha do vice-campeonato de 1998, na França; fez oito e foi o artilheiro da Copa da Coréia do Sul e Japão, conquistada pelo Brasil em 2002. E, até aqui, marcou 3 no Mundial da Alemanha. Sua média é de 0,83 gols por partida.

Curiosamente, o primeiro gol marcado pelo atacante do Real Madrid em uma Copa do Mundo também foi contra uma seleção africana: Marrocos, na vitória da seleção por 3 a 0 no dia 16 de junho de 1998, pela primeira fase.

Antigo detentor do recorde, Müller anotou 14 gols nas 13 partidas que disputou por sua seleção, sendo 10 na Copa de 1970 e 4 na de 1974. Sua média, no entanto, ainda é superior à do brasileiro: 1,07 gols por partida em Copas. No total da carreira, marcou 68 gols em 62 jogos pela Alemanha.

Para efeito de comparação, Pelé ainda tem melhor média do que Ronaldo. O melhor jogador de todos os tempos tem 12 gols em 14 jogos, o que dá uma média de 0,85. Já o francês Just Fontaine, que marcou 13 gols em seis jogos de uma única Copa (1958), ostenta a incrível média de 2,16 gols por jogo.

Com o gol, Ronaldo ainda entra definitivamente na briga pela artilharia da Copa da Alemanha. Ele empata com o alemão Podolski, o espanhol Fernando Torres e os argentinos Crespo e Maxi Rodriguez. O líder do ranking até aqui é o alemão Klose, que tem quatro tentos anotados em quatro jogos.

Este é mais um dos recordes de Ronaldo em sua vitoriosa carreira. Com a atuação desta terça, o jogador se tornou o segundo atleta que mais defendeu a seleção em Copas, com 18 jogos, atrás apenas de Cafu, que tem 19. Dunga e Taffarel também tem 18.

Além disso, ele recebeu o prêmio de melhor jogador do ano da Fifa em três oportunidades – em 1996, 1997 e 2002. Para completar, está na história do Barcelona como maior artilheiro em uma única temporada (47 gols) e como maior artilheiro do clube catalão em uma edição da Liga Espanhola (34 gols).