Rômulo Polari avalia e aponta os novos desafios de João Pessoa na comemoração de 433 anos - WSCOM

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Paraíba

05/08/2018


Rômulo Polari avalia e aponta os novos desafios de João Pessoa na comemoração de 433 anos

Foto: autor desconhecido.

O ex-reitor da Universidade Federal da Paraíba e ex-Secretário de Planejamento de João Pessoa, professor Rômulo Polari, aponta em analise de conjuntura feita para a Revista NORDESTE os desafios que a Capital da Paraíba enfrentará a partir deste 5 de Agosto assinalando 433 anos de fundação da cidade.

A minuciosa análise estará editada com riqueza de detalhes na Revista NORDESTE:

Eis, a seguir, um tópico da analise:

Enfrentar os desafios construindo um futuro melhor

Mantida a dinâmica populacional das capitais dos estados do Nordeste de 2010-2017, João Pessoa terá mais de um milhão de habitantes, em 2030. Nessa ocasião, estaria superando as cidades de Teresina, Natal e Aracaju. Isso significa dizer que os atuais problemas da nossa cidade assumirão uma bem maior dimensão e complexidade.

No mundo atual, e um tanto mais no futuro, impõem-se aos padrões contemporâneos de prosperidade a promoção do bem-estar social e respeito à dignidade humana, ao meio ambiente e à memória cultural. O desenvolvimento de João Pessoa tem que primar pela inclusão social, preservação patrimônio ecológico e histórico e correção dos desequilíbrios socioeconômicos entre os seus bairros e comunidades.

Esse olhar para o futuro tem que ir muito além de concepções racionais, na busca de eficiência e produtividade na geração e uso riqueza, bens e serviços. É claro que isso faz sentido, no que se refere ao atendimento das condições materiais e sociais da existência: habitação, emprego, renda, abastecimento d’água, saneamento, mobilidade urbana, educação, saúde, segurança, etc.

Mas o povo de João Pessoa quer, merece, deve e pode ter uma qualidade de vida compatível com o avançado desenvolvimento sociocultural do mundo contemporâneo. A cidade deve ser um espaço humano de solidariedade, liberdade,  justiça e democracia social e política, e de realização das aspirações pessoais.

Em sendo guiado apenas pelas leis de mercado, o crescimento da nossa capital tende a ser a expressão-síntese de ações dos indivíduos reproduzindo no espaço urbano as suas desigualdades socioeconômicas. O Poder Público pode influir na correção dessa tendência. Mas como negar que as políticas governamentais, presas aos interesses privados, empresariais, econômicos ou de segmentos sociais, podem ratificar, e até agravar, tais distorções?

Os atuais problemas de João Pessoa demonstram o que não deve ser feito em relação ao seu futuro. Ao mesmo tempo, o enorme passivo de carências e insuficiência a sanar e resolver gera grandes e relevantes desafios virtuosos.  Certamente, essa problemática pode ser objeto de uma competente equação de solução, com objetivos, linhas de ação e projetos propulsores do desenvolvimento da cidade.

Pelo que sentimos, sofremos e lamentamos, diante do rumo que tomou o processo de expansão da nossa cidade, as diretrizes coerentes com a correção desse rumo um tanto roto são as seguintes:

  • Desenvolvimento urbano e econômico ambientalmente sustentável e socialmente inclusivo;
  • Solução adequada, contemporânea e eficiente para os problemas da mobilidade urbana;
  • Expansão, complementação e modernização da infraestrutura e serviços urbanos básicos;
  • Preservação, recuperação, manutenção e requalificação do patrimônio histórico;
  • Preservação, recuperação e manutenção das condições naturais das matas, manguezais, praias, rios, lagoas, falésias, etc.

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