Rômulo diz que sempre foi desprestigiado no PSDB e quer seguir na vice em 2014 - WSCOM

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Política

28/04/2011


Rômulo quer seguir na chapa de RC

EXCLUSIVO

Foto: autor desconhecido.

{arquivo}O vice-governador Rômulo Gouveia está decidido a comandar o PSD na Paraíba para participar do debate partidário e das composições políticas de futuro porque não tinha espaços no PSDB, nem se via prestigiado à altura de sua trajetória. No partido comandado por Gilberto Kassab, ele espera ser candidato à reeleição com Ricardo Coutinho para ascender temporariamente à condição de governador.

Em entrevista exclusiva ao WSCOM Online, ele revela sua relação com o governador, o ex-governador Cássio Cunha Lima, Ronaldo Cunha Lima e define: “sou leal, amigo, mas não sou subserviente”. Rômulo Gouveia cansou de não ter espaços no PSDB em municípios do Cariri, por exemplo, onde era majoritário mas a conveniência política impedia essa condição. Gurjão é um desses casos.

Embora com maior quantidade de apoios e votos, o partido tucano preferia dar o comando ao deputado Pedro Medeiros. Segundo Rômulo, este é um dos muitos casos em que o PSDB demonstrava desinteresse em lhe prestigiar.

“Algum tempo atrás vagou a vice-presidência, mas o partido nunca se lembrou de mim. Outra vez, na Câmara Federal disputei a primeira secretaria com um colega do PSDB de Minas, logo por três votos apenas deixei de exercer uma missão que eles só permitem a paulistas e mineiros”, desabafou.

São sequências de fatos como estes que fizeram o vice-governador a repensar sua permanência no PSDB, cuja decisão de deixar é anterior ao PSD porque ele tinha mantido contatos com Carlos Lupi para se filiar ao PDT, mas como havia outros atores políticos no jogo paraibano (Damiao Feliciano) acabou não vingando.

– Cansei de esperar reconhecimento e espaços partidários no PSDB, por isso vou para o PSD sem nenhum tipo de problemas – frisou.

COSTURA E LEGALIDADE – Para Rômulo, tanto o governador Ricardo Coutinho, quanto o ex-governador Cássio, quanto lideranças como Ronaldo Cunha Lima foram ouvidos antes desta decisão.

– Tive a preocupação de procurá-los e mostrar a necessidade que tinha e tenho de exercer uma posição de melhor aproveitamento partidário, o que o PSD me garante sem nenhum problema – observou ele, acrescentando que “todos souberam antes de nossa decisão e hoje entendem melhor nossa opção”.

Ele explicou que não procedem as informações de que o PSD não tem condições de se regularizar. “Isso inexiste, porque as regras permitem isso, sim, e vamos ter a quantidade de filiados (mais de 500 mil) para o registro definitivo. Só na Paraíba já passamos de 10 mil e vamos tentar chegar a 50 mil”.

{arquivo}SUCESSÃO – Conforme explicou, o PSD vai apoiar o candidato do governador Ricardo em João Pessoa e o de Cássio em Campina Grande.

“Não existe problemas de ordem alguma. Teremos essa relação com os dois de forma bem resolvida”. Para o futuro, Rômulo espera poder conquistar a condição de candidato à reeleição ao lado do governador Ricardo para ascender na sequência à condição de governador. “ Este é meu projeto, mas mantendo a aliança que construímos nas ultimas eleições”.

Rômulo observou, contudo, que “me manterei leal, sempre correto com nossos companheiros, mas nunca serei um subserviente, pau mandado sem
opinião”.

{arquivo}RICARDO SURPREENDE – Rômulo se disse impressionado com a forma de conduzir o governo por parte do governador. “Sei que existem queixas no varejo, mas ele está produzindo ações relevantes no atacado para o conjunto da sociedade e certamente no decorrer dos dias vai conquistar a opinião pública porque está agindo muito acertadamente”.

Segundo ele, “para mim é uma novidade a forma dele conduzir as coisas, sempre com reuniões bem produtivas e tenho me servido desse modelo para qualificar a forma de ação administrativa”. Por isso, o vice-governador entende que no decorrer da gestão, Ricardo surpreenderá positivamente a sociedade paraibana e a classe política.

“O trabalho com a classe política também será feito, mas sem se curvar a imposições que a realidade econômica não mais permite, embora acho que tudo dará certo”.

 

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