Rivais fazem novo duelo 'empobrecido' - WSCOM

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26/03/2006


Rivais fazem novo duelo 'empobrecido'

A ambição por uma conquista vai estar limitada a apenas um dos arqui-rivais Palmeiras e Corinthians no clássico deste domingo, às 16h, no Morumbi. Ao outro, valerá simplesmente o apego à tradição do confronto mais famoso do futebol paulista. Em comum aos dois, somente o fato que nenhum deles venceu um clássico na atual edição do Paulistão.

O apelo limitado do duelo vem se arrastando pelo menos desde o Paulistão de 2003, quando o Corinthians superou o Palmeiras nas semifinais antes de derrotar o São Paulo na decisão do campeonato. A partir de então, Timão e Verdão nunca estiveram na mesma sintonia, sempre com um deles jogando para cumprir tabela e, principalmente, manter a hombridade de não perder para o rival.

Após o encontro em uma série decisiva, Palmeiras e Corinthians fizeram mais cinco jogos.

Nas duas primeiras, pelo Brasileirão de 2004, era o Verdão que tinha algum objetivo definido, quando lutava por uma vaga na Libertadores do ano seguinte -meta alcançada. Já em 2005, o Timão entrou nos três jogos em um momento melhor.

“Tomara que o histórico seja provado e possamos ganhar”, torce Ademar Braga, técnico interino do Corinthians desde a saída de Antônio Lopes, que se demitiu justamente após uma derrota em clássico, contra o São Paulo.

Desta vez, a situação não é diferente. Enquanto o Palmeiras está cinco pontos atrás do líder Santos e com chances reais de encerrar a fila de dez anos sem um título estadual, o Corinthians está nove longe do topo, pensando apenas em vitória para consolidar a paz no clube e ganhar confiança para a disputa da Libertadores, sua maior ambição na temporada.

“Esse confronto nunca vai perder o seu glamour, independente da situação das equipes. Mesmo sem o Corinthians estar entre os líderes e não lutar pelo título, eles vão vir para cima porque não querem levar a culpa de ter facilitado a nossa vida”, afirma Edmundo, que defenderá o Palmeiras no clássico pela primeira vez desde que voltou ao clube, em janeiro, após onze anos sem disputar o confronto.

Facilitar a vida do Palmeiras, aliás, é tudo o que o elenco do Corinthians não deseja. Mesmo sem admitir isso. “Nossa responsabilidade é com nosso trabalho. Isto é o mais importante, porque independente de não termos mais chances o corintiano quer a vitória”, diz o meia Ricardinho, que se limita a relembrar seu histórico no clássico como um jogo que “já venci, já perdi e já empatei”.

Mas, se a vitória no domingo terá mais peso para o Palmeiras do que para o Corinthians, uma derrota terá efeitos danosos para ambos. Enquanto o Verdão ficaria mais distante da liderança, o Timão teme que um revés detone nova onda de pressão sobre o elenco, que vem trabalhando sob o comando de um técnico interino.

“Todo mundo vai tentar cumprir o melhor durante esse importante jogo, mesmo que o Corinthians não almeje mais nada no Campeonato Paulista. A história mostra a importância deste duelo e nos resta impedir que eles compliquem a nossa vida”, declarou o palmeirense Marcinho.

“Meu prazer será vencer mais um clássico contra o Palmeiras, sem a preocupação de atrapalhar ninguém”, rebate o zagueiro Betão.

Os times

A obrigação pela vitória não fará Emerson Leão abandonar o esquema que lhe deu mais segurança, o 3-5-2. Duas mudanças, porém, serão inevitáveis. Suspenso com o terceiro cartão amarelo, Daniel deverá ser substituído por Leonardo Silva, que se juntaria a Gamarra e Thiago Gomes. Já Paulo Baier, machucado, dá lugar para Alceu.

A clareza escancarada por Leão não é adotada por Ademar Braga, que após jurar que usaria todos os titulares contra o Palmeiras, mudou um pouco o discurso nesta sexta, quando levantou dúvidas sobre o aproveitamento de alguns titulares, mas só Roger não deve jogar.

PALMEIRAS x CORINTHIANS

Data: 26/03/2006 (domingo)

Horário: 16h

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo

Árbitro: Cléber Wellington Abade

Auxiliares: Ana Paula Oliveira e Evandro Luís Silveira

Transmissão: Globo e Record

Palmeiras

Sérgio; Thiago Gomes, Gamarra e Leonardo Silva; Correa, Marcinho Guerreiro, Alceu, Marcinho e Lúcio; Edmundo e Washington

Técnico: Emerson Leão

Corinthians

Marcelo; Coelho, Betão, Marcus Vinícius e Gustavo Nery; Marcelo Mattos, Mascherano, Carlos Alberto e Ricardinho; Tevez e Nilmar

Técnico: Ademar Braga

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