Ricardo ressalta que Paraíba tem 3º menor ICMS do NE e acusa Governo Federal de esvaziar Petrobras - WSCOM

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Política

24/05/2018


Ricardo ressalta que Paraíba tem 3º menor ICMS do NE e acusa Governo Federal de esvaziar Petrobras

Foto: autor desconhecido.

O governador Ricardo Coutinho (PSB) rebateu, nesta quinta-feira (24), as críticas ao valor do ICMS sobre combustíveis na Paraíba, proferidas por opositores desde que foi deflagrada a greve dos caminhoneiros em todo o país.

Ricardo ressaltou que   Paraíba tem o 3º menor ICMS do Nordeste sobre combustíveis e que o problema no país se deu após o Governo Temer diminuir a produção no país e priorizar o mercado internacional.

“É mentira dos políticos que colocam de maneira rápida banners pela internet cobrando do Governo Estadual a redução. O problema do combustível não poderia ser promovido pelos estados, a carga é a mesma na época da Dilma e agora. Preços dispararam porque o Governo Federal priorizou o mercado internacional, esvaziou a Petrobras, produz menos e passou a importar com preço mais alto, e isso significa o fortalecimento das multinacionais de petróleo e o aumento do preço aqui”, declarou.

Em nota, o Governo do Estado afirmou que está tomando medidas para manter os serviços essenciais, e declarou solidariedade aos paraibanos que estão sofrendo com os transtornos causados pela política de preços de combustíveis do Governo Federal.

Leia a nota:

‘O Governo do Estado da Paraíba vem a público garantir que está adotando todas as providências necessárias para manter os serviços públicos de competência do Poder Executivo Estadual em pleno funcionamento, a exemplo de hospitais, delegacias, escolas, postos do Detran, da Cagepa e demais repartições públicas estaduais, apesar do caos que se instalou em razão dos efeitos causados pelo aumento desenfreado nos preços de combustíveis praticados no Brasil.

Neste sentido, na manhã desta quinta-feira, 24, o Governo do Estado, por meio da Companhia Docas e do Comando da Polícia Militar, conduziu reunião com representantes dos distribuidores de combustíveis e de caminhoneiros assegurando um acordo, assinado em ata, para liberação de um terço do combustível que entra pelo Porto de Cabedelo para abastecer a Paraíba, assegurando o atendimento às necessidades básicas da população.

Além disso, a Secretaria de Estado da Administração fará circular nesta quinta-feira, 24, portaria suspendendo, até a regularização da normalidade, o uso de carros oficiais de secretários de Estado e secretários adjuntos, bem como presidentes de órgãos das administrações indiretas, a fim de que se priorize nos postos credenciados o abastecimento de viaturas da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, bem como ônibus de transporte escolar, ambulâncias e demais veículos ligados à Secretaria de Saúde do Estado.

Em tempo, o Governo do Estado expressa sua solidariedade a todos os brasileiros e brasileiras, em especial os residentes no território paraibano, que estão enfrentando, indistintamente, transtornos reais em razão dos efeitos causados pelo completo descontrole na política de reajuste de preços dos combustíveis, promovido pelo Governo Federal, que prioriza o fortalecimento do mercado internacional, asfixiando a nossa economia e reduzindo o papel da Petrobras.

O Governo aproveita ainda para condenar a demagogia de alguns poucos que, para esconder suas verdadeiras responsabilidades, querem, como de costume, transferir para o Governo do Estado tudo aquilo que de ruim eles próprios produziram, atribuindo ao ICMS na Paraíba, cuja alíquota é a terceira menor do Nordeste, a culpa pelo aumento dos combustíveis. Fosse verdade tal falácia, o aumento de combustível e, em consequência, os protestos só seriam registrados neste Estado, e não em todo o Brasil, como, infelizmente, pode-se constatar.

É hora de exigir medidas imediatas das instâncias que têm prerrogativa para isso, a fim de que se restabeleça o mínimo de estabilidade para que todos e todas possam retomar suas tarefas cotidianas e sonhar com um futuro próximo menos cheio de incertezas e tensões. Mas sem que para isso se desrespeite o direito sagrado de mobilidade das pessoas, seja nas cidades ou nas rodovias, impedindo que elas garantam o básico de atendimento de suas necessidades.

Apesar de considerar os protestos legítimos, é importante entender que o caos não precisa, necessariamente, reproduzir ainda mais caos, levando o Brasil – cuja agenda política, social e econômica, está paralisada há um significativo tempo – ao último estágio de auto destruição.

O momento é de buscar o máximo de sobriedade, a fim de que o nosso país possa alimentar o mínimo de esperança. Onde o amanhã seja realmente, depois de vários anos, outro dia.’

 

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