Ricardo compara Bolsonaro a 'camelô' vendendo o Brasil e critica 'ataque violento' às Universidades - WSCOM

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Política

08/05/2019


Ricardo compara Bolsonaro a ‘camelô’ vendendo o Brasil e critica ‘ataque violento’ às Universidades

Ex-governador ainda comentou sobre a Operação Calvário: "Não tenho contas a pagar"

Foto: WSCOM

 Por Wallyson Costa / Portal WSCOM  

 O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho afirmou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, faz um governo ‘vazio’, e que, mesmo se a gestão do político terminasse em seis meses, o Brasil sofreria as consequências do seu mandato pelos próximos 10 anos. Segundo Ricardo, Bolsonaro é um ‘camelô’ vendendo o país. 

 “Ele faz um governo coerente com esse vazio, com essa espécie de era da ignorância que infelizmente tomou conta do país ao longo dos últimos 5 anos… você tem uma estratégia de torpedear e bagunçar tudo e no meio quem não tem projeto vai passando pelo meio. O único projeto que se tem é a venda do país, se você olhar as palavras e analisar o discurso, é como se fosse camelô e vendendo tudo que esse país tenha. O país está sofrendo e deve sofrer o seu mais profundo ataque. Mesmo se o governo terminar daqui a 6 meses, o país estaria marcado para os próximos 10 anos porque conseguiu atrasar ou destruir talvez cinco anos acumulados antes do golpe de 2016, que levou Michel Temer à presidência”. declarou.

 Ele comentou sobre o ataque do Governo Bolsonaro às Universidades e Institutos Federais e apontou que vê com bons olhos a reação da comunidade acadêmica ao corte de recursos feito pelo Ministério da Educação (MEC). Outras categorias também devem se voltar contra Bolsonaro no decorrer da tramitação da Reforma de Previdência, previu o ex-governador.

 “Fico esperançoso quando olho para as Universidades, que ficaram omissas nas eleições do ano passado. Mas começaram a reagir contra o ataque violento da inviabilização das Universidades, com esse corte de 30%, e outros setores no rastro da reforma da previdência. Vejo um novo processo de luta no 2º semestre, com o povo na rua”, continuou.

Operação Calvário

 Ricardo reiterou que vem sofrendo perseguição por parte da imprensa paraibana. Ele comparou os ‘ataques’ que tem sofrido diante da Operação Calvário com a cobertura nacional dos governos petistas, que, segundo Ricardo,  contribuíram para inviabilizar o país economicamente. 

 “Se juntou os meios de comunicação, 97% dos meios de comunicação, com o maior ódio possível. Você lembra de revistas que publicaram coisas absurdas no plano nacional, aqui está do mesmo jeito. Todo dia se colocam mentiras… esse cerco que o Brasil já conhece, e sabe no que deu, deu na inviabilização econômica do país, na desmoralização das nossas empresas, na criminalização da política, da má governança, na ascensão de pessoas que não tiveram o honroso direito de ter sido eleitas para aquele cargo, deu nisso”, pontuou. 

 Mesmo assim, Ricardo afirmou que não irá ficar calado e que não tem ‘contas a pagar’ com relação às investigações. 

 “Não sou de ficar calado, não tenho contas a pagar com relação a isso, nem candidato fui. Não há acusação contra mim, mas sou o alvo. Penso que o Ministério Público tem que investigar, mas não pode ter vazamento seletivo. É preciso ter cuidado com a vida futura das pessoas. Estou preparado para qualquer coisa, não respondo nada hoje pois não tenho ao que responder. Meu patrimônio é compatível com minha renda”, apontou.