Revista NORDESTE confirma caráter plural e quer atrair leitores/internautas da E - WSCOM

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Economia & Negócios

20/06/2006


Revista NORDESTE confirma caráter plural

O jornalista Walter Santos, diretor executivo da Revista NORDESTE disse, ontem, em discurso no lançamento da publicação que a pauta de cobertura dos assuntos terá caráter plural, abrangendo todos os nove estados, além de ter natureza supartidária sem vínculos com legendas ou grupos. Ele anunciou para até 5 meses à frente uma versão na Internet ligando o Nordeste aos estrangeiros da Europa e EUA.

No discurso, ele frisou que “não seremos palmatórias do mundo, nem donos da verdade, entretanto, não nos furtaremos a discutir e analisar qualquer que seja o assunto, mesmo em tempo de crise”.

Walter Santos lembrou que a revista circulará nas capitais do estados nordestinos, mais Brasilia, Rio e São Paulo.

Eis a íntegra do discurso:

“Boa noite,

Há vários motivos a se comemorar, a partir do lançamento memorável da Revista NORDESTE, a começar pelo agradecimento sincero às presenças de todos.

Preciso ser justo e agradecer mais do que tudo aos que conosco ousaram aceitar o desafio de produzir este ousado projeto de jornalismo numa fase de êxtase futebolística mundial – vide a Copa, e de escassez de recursos oficiais pela proibição eleitoral.

Por isso, primeiro ponto, nascemos sob o signo da iniciativa privada nacional. Grande desafio! Não é fácil circular em 9 estados mais Brasilia, Rio e São Paulo.

Muito além de adjetivos superficiais ou de megalomanias comuns no entusiasmo da festa, a Revista NORDESTE chega como um triunfo suado de uma história continuada, desde os bancos escolares na rede pública passando pela UFPB, veículos de comunicação, entidades de classes e ultimamente a WSCOM reunindo muita gente neste sonho.

A energia que emana da cumplicidade das pessoas é tanta, que unida a um planejamento realista de quase 2 anos, serviram de esteio para a construção das formas de se superar as adversidades e mostrar ser possível fazer Jornalismo de Primeiro Mundo a partir do Nordeste.

Não vamos nos iludir nem fantasiar realidades para encobrir riscos no empreendimento. Mas, afinal, quem não corre riscos na vida quando não se sabe a extensão dessa própria vida, ou seja, o momento do seu final!.

Mas, afastando os presságios para bem longe, acreditamos e estamos provando haver possibilidades reais de se empreender com coragem e serenidade, ousadia e planejamento, mas com muita crença no nosso potencial enquanto Região com status de Continente.

Quando absorvo tanta expectativa neste ousado empreendimento fico lembrando alguns personagens de vulto nacional na área de comunicação – embora termine assimilando mais as virtudes de algumas delas, do que reproduzir práticas condenáveis, contudo fundamentais para o que construíram às custas da sociedade brasileira.

Refiro-me claramente a dois gênios insuperáveis, como Assis Chateaubriand e Roberto Marinho, transformadores de épocas e inigualáveis no trato da conspiração resultante em benefícios gigantescos em nome de causas coletivas de usufruto pessoal.

Deles absorvo integralmente a ousadia, o destemor, mas me reservo a não repetir processos

da forma como procederam ao longo dos tempos como cultura ou método de ação.

Não pensem que faço graça, sou poeta ou não miro o lucro para manter este empreendimento em expansão!

Ao contrário, vamos conviver sem problemas no trato do fator econômico, mas sem ser necessário usar somente só da cultura comum no meio de que “você vale pelo mal que pode fazer”.

Não sei se os senhores me compreendem, entretanto, ouso dizer-lhes que haveremos de manter um alto grau de respeito ao que os senhores representam – em alguns momentos até tratando de matérias financeiras, posto que o empreendimento admite – mas nunca anulando a opinião indispensável da crítica construtiva, da análise desprovida de sentimento perseguidor.

Sei que está nas palavras da mais importante pensadora da Comunicação Latino-americana, Cremilda Medina, em “Noticia um produto à venda”, mas ainda cremos ser possível conviver com o debate curador da inércia para evitar que maus hábitos se instalem perto de nós.

O exercício de quem se propõe a analisar e discutir o Nordeste como perspectiva é o mesmo que apela para que todos usem da decência, dos bons modos e, no campo político-partidário, cada um faça a sua parte em favor coletivo porque do contrário, se erram, os erros precisam ser avaliados pela sociedade.

É isso, ao que nos propomos: queremos repetir procedimentos – talvez desconhecidos da aldeia nordestina – alicerçados em gente como Adolph Ochs, o responsável pela construção do Mais Importante Jornal do Mundo, o New York Times, porque optou pela informação precisa, correta, em primeiro lugar, nunca represando a informação necessária, especialmente nas crises, para usufruto da sociedade.

Devo dizer-lhes, sem exceção, que não seremos palmatória do mundo, donos da verdade – como muitos arvoram sê-lo. Nada disso.

Seremos refletidores da realidade, antenados com os fatos e personagens dos nove estados reconhecendo as peculiaridades distintas de cada um só.

Sem temor algum, vamos abrigar todas as tendências, todos os credos, as culturas vastas deste ambiente fantástico chamado Nordeste focando, como disse, nossa potencialidade sem ignorar as mazelas – mazelas essas que vão precisar de soluções mais claras de nossos lideres politicos.

Este é o nosso papel, de sermos plurais, abrangentes, cúmplices com as conquistas coletivas, ao mesmo tempo destemidos da cara feia.

Como diz o Conto Medieval:

enquanto uns usam as Pedras apenas para jogá-las, nós estamos transformando-as em Catedrais. Ousamos buscar conviver com a cultura de construtores de Catedrais para reproduzir a transformação como bem coletivo, mesmo sendo um empreendimento de iniciativa privada.

Nos próximos cinco meses, no máximo, vamos conectar nosso conteúdo impresso com a Internet colocando em prática um diálogo próximo com a Europa e os Estados Unidos fazendo de nossa página um ambiente de informação jornalística e de serviços atualizados para americanos e europeus usufruírem.

Não é à toa que já investimentos em consultorias em Londres e Nova York para subsidiarmos de dados fundamentais nesse projeto de longo alcance. Vamos exibir o Nordeste para os estrangeiros como nunca se viu.

Por fim, mostraremos o Nordeste que somente é possível conhece-lo quem está desprovido de sentimentos pequenos e se dispõe a contribuir com o bem coletivo, a partir do precioso instrumento chamado informação.

Queremos, buscamos e apelamos para o apoio de todos os Nordestinos e de todos que crêem no potencial desta terra e desta gente, pois não é fácil sair do bairro da Torre e chegar até aqui.”