Representante dos serventuários acampa na Praça dos 3 Poderes e deflagra greve d - WSCOM

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Paraíba

13/03/2006


Representante dos serventuários acampa n

O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado (Sojep), Benedito Fonseca, deflagrou greve de fome no início da tarde desta segunda-feira, 13. Ele se instalou na Praça João Pessoa, centro da Capital. E garante que vai passar os próximos dias só tomando água, debaixo de uma tenda.

“Esse ato vai mais além, porque entendo que é uma discussão reflexiva sobre todas essas questões do Judiciário”, afirma Fonseca, que reposição salarial de 73% para os serventuários.

De acordo com Benedito, a greve de fome foi pensada de forma espontânea, como forma de se solidarizar com os colegas do interior que, segundo ele, ‘resistem bravamente às retaliações e atos de perseguições’.

“Nós temos relatos de pessoas que dizem que funcionários do TJ, no interior, estão sendo pegos pelo braço, levados para dentro do cartório de forma autoritária, o que me leva a fazer esse ato radical da greve de fome”, enfatiza.

Em leitura do ato destinado aos servidores e sociedade paraibana, o qual deu início à greve de fome, Fonseca disse: “Em todos os atos de minha vida, jamais tomei uma iniciativa dessa. Talvez não sensibilize ninguém, além de amigos, mas tornou-se preciso”, se referindo a greve de fome, acrescentando que a moral é o fundamento das coisas. “A verdade tornou-se meu único objetivo”, enfatizou.

“No ano passado passamos 15 dias de greve, quando, na oportunidade, o TJ entendeu que deveríamos suspender o movimento, construindo uma alternativa em conjunto com o Governo do Estado e com os outros entes do Estado”, destacou, salientando que a categoria suspendeu o movimento.

Ele disse que, na ocasião, o Tribunal conseguiu o aparato orçamentário compatível para nos garantir o que a gente pedia, 38 milhões, só que já faz quase um ano, ocorreram três reuniões com a presidência do TJ e nada aconteceu.

“As gratificações do pessoal dentro do Tribunal e do Judiciário subiu em torno de 125%, enquanto a gente só pede 73%”, lembra, se referindo a perda salarial, que segundo os servidores são conseqüência de dez anos sem reajuste.

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