Reajuste de médicos é de 37% em três anos, diz Saúde, que revela salários - WSCOM

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Paraíba

29/05/2008


Reajuste de médicos é de



Ricardo, não há necessidade de greve

Segundo a Secretaria da Saúde, na atual gestão, os médicos que atuam no Programa Saúde da Família (PSF) passaram de um salário de R$ 3.000,00 em dezembro de 2004 para R$ 4.537,50, em 2008. Os ganhos reais para os profissionais efetivos e prestadores de serviço chegam, em termos percentuais, a 37,03%, para uma inflação de 14,17% neste mesmo período.

“Apesar dos benefícios adquiridos ao longo de três anos e meio, os profissionais anunciam uma greve para o próximo dia 02 de junho. Os profissionais alegam que não tiveram abertura para dialogar com a secretária Roseana Meira, mas os representantes da categoria foram recebidos e os seus pleitos, atendidos sempre que possível”, informa um comunicado da Secretaria.

Para Roseana Meira, a gestão tem realizado não apenas melhorias salariais para todas as categorias da saúde, mas também oferecido melhores condições de trabalho para os profissionais, com a entrega de 16 novas Unidades de Saúde da Família (USF) para abrigar 62 equipes de saúde, entrega de Centros de Especialidades e reestruturação de toda a Rede Hospitalar, além de pequenas reformas em outras unidades básicas.

“Mesmo com todas as nossas obras entregues, somente para os profissionais do Programa de Saúde da Família, nosso último aumento concedido este ano foi de 10% para o nível superior e 5% para o nível médio, entendendo que toda a equipe de saúde deve ser valorizada”, disse a secretária.

Rede Hospitalar – Em relação às reclamações de médicos da rede hospitalar, a secretária afirmou que o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) não trouxe perda a nenhum profissional. Ela explica que os médicos servidores saíram de um vencimento básico R$ 381,55 para R$ 2.040,00, para uma carga horária de 20 horas semanais.

A partir do Plano, além do salário básico, ainda pode ser acrescida uma Gratificação de Desempenho de Produção (GDP) que vai possibilitar em média ao profissional que trabalha nos hospitais um salário de R$ 3.000,00, para a carga horária de 20 horas semanais. O profissional médico também pode aderir a uma carga horária de 30 ou 40 horas semanais, com os respectivos aumentos salariais proporcionais. Existe ainda a possibilidade de o médico optar pelo regime diarista de 40 horas e ter um salário de R$ 5.525,00, valor que também pode ser agregado à produção de desempenho.

“Considerando todas essas vantagens essa greve simplesmente não se justifica”, avalia a secretária Roseana Meira.

Diálogo com prefeito – o prefeito da Capital, concorda com os argumentos da secretária, e reafirmou na manhã desta quinta, 29, que não há motivos para que os médicos do município deflagrem greve. “A Prefeitura Municipal de João Pessoa já investiu muito na área de saúde, sobretudo nas condições de trabalho. Nenhuma administração investiu mais no setor do que a atual”, garante.

Coutinho pontua que a Prefeitura, através da Secretaria, está disposta a dialogar com a categoria, e até atender algumas reivindicações, desde que os cofres do município não sejam afetados.

O prefeito já informou que está recontratando individualmente os obstetras e ginecologistas, afastados após o fim do contrato 003/2008, com a Cooperativa Paraibana de Ginecologia e Obstetrícia COOPAGIO.

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