Rajadas de vento do Katrina se aproximam dos 300km/h - WSCOM

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Internacional

29/08/2005


Rajadas de vento do Katrina

Um correspondente da BBC no local, Alaistair Leithead, afirma que as rajadas de vento na cidade estão se aproximando dos 300km/h. O olho do furacão está chegando ao continente pelo sul depois de cruzar a costa de Grand Isle, na Louisiana.

Segundo Leithead, as tempestades na cidade se transformaram em paredes de água, escorrendo como cachoeiras dos edifícios mais altos, e o barulho do vento é interrompido apenas pelo estalo das linhas de fornecimento de energia elétrica sendo interrompidas.

Boa parte da população de Nova Orleans – mais de 80% – deixou suas casas no fim de semana.

As autoridades americanas descreveram o Katrina como um furacão “extremamente perigoso”. Meteorologistas chegaram a classificá-lo como categoria 5 – a maior na escala de intensidade – mas depois o rebaixaram para a categoria 4.

Apenas três furacões de categoria 5 atingiram os Estados Unidos desde que esses dados passaram a ser computados. O último a atingir a área da Louisiana foi o Furacão Camille, em 1969, que matou mais de 250 pessoas.

Fuga – Abrigos de emergência foram montados para aqueles que não puderam deixar a cidade e alguns residentes se refugiaram em hotéis e igrejas situados em regiões mais elevadas.

Nova Orleans está em uma depressão geográfica, a dois metros abaixo do nível do mar, e, segundo o prefeito da cidade, Ray Nagin, há o temor de enchentes com as chuvas após a passagem do furacão.

Hotéis em uma distância de até 240 km da cidade estavam completamente lotados já no domingo.

Um estádio local foi aberto para oferecer abrigo às pessoas que não pudessem deixar a cidade.

Sacos de areia foram colocados nas entradas de lojas e casas para tentar protegê-las das chuvas e do vento.

“Eu rezo por aqueles que não conseguiram deixar a cidade. Acredito que o furacão vai destruir a cidade que eu amo tanto”, disse uma moradora .

O presidente americano, George W. Bush, decretou estado de emergência nos Estados de Louisiana, Alabama e Mississippi, abrindo o caminho para o envio de ajuda federal às pessoas afetadas.

“Se o furacão chegar à área de Nova Orleans com a mesma força que está agora, será o furacão mais intenso a atingir a região desde que começamos a fazer essas medidas”, diz Ed Rappaport, do Centro Nacional de Furacão dos Estados Unidos.

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