PT é contra aumento do superávit primário para blindar economia - WSCOM

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Política

07/08/2005


PT é contra aumento do

O PT se declarou contra o aumento do superávit primário das contas públicas em 2005 como forma de blindar a economia diante da crise política. A posição faz parte da resolução aprovada pelo Diretório Nacional do partido durante reunião em São Paulo neste sábado.

“O PT rejeita (…) as teses de blindagem da economia pela via do aumento do superávit primário, o que geraria maiores restrições orçamentárias”, afirmaram os membros do Diretório na resolução.

O posicionamento defendido pelo PT vai na contramão da idéia apresentada na sexta-feira por empresários ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em reunião no Palácio do Planalto, representantes de diversos setores da economia brasileira defenderam um aumento imediato da meta de superávit.

Na avaliação da Direção do PT, o que protege a economia “são bons fundamentos e o crescimento econômico”. O partido defende ainda que a execução orçamentária do governo federal seja acelerada e que o país busque estabelecer um modelo de desenvolvimento com “estabilidade e altas taxas de crescimento, distribuição de renda e aceleração na criação de empregos, com fortes investimentos públicos”.

A resolução aprovada foi apresentada pelo presidente do partido, Tarso Genro, que representa o Campo Majoritário, a ala que comanda a legenda.

A medida foi aprovada por 29 votos, derrotando outras três resoluções apresentadas por representantes de alas mais a esquerda do partido.

Além da questão econômica, o Diretório Nacional também afirma que o PT não pode deixar de assumir seus erros, mas insistiu que a solução da atual crise passa necessariamente por uma reforma política.

“É preciso reduzir os custos das campanhas, mitigar a influência dos marqueteiros, proibir showmícios e brindes de campanhas e trazer a política para o debate de idéias e propostas”, afirmaram os membros, completando que defendem também a fidelidade partidária e o financiamento público.

Apesar de defender uma apuração rigorosa e a punição dos envolvidos no escândalo político, os dirigentes do PT insistem na tese de que parte das denúncias atuais faz parte de um movimento “difamatório” contra o partido e o governo do presidente Lula.

“O PT não aceita e denuncia as estratégias oportunistas da direita, que quer usar esse processo para abreviar o mandato popular, legal e legítimo do presidente Lula”, disseram os dirigentes.

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