Psicóloga da 'cura gay' tem cargo em gabinete de deputado evangélico - WSCOM

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Brasil & Mundo

21/09/2017


Autora da cura gay tem padrinho deputado

AÇÃO POLÊMICA

Foto: autor desconhecido.

 Por Rubem Bertha e George Marques, The Intercept – Autora de uma ação na Justiça Federal do Distrito Federal, cuja liminar concedida na última sexta (15) permite que psicólogos possam fazer terapias de “reversão sexual”, a chamada “cura gay”, a psicóloga Rozangela Alves Justino possui desde junho de 2016 um cargo no gabinete do deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) na Câmara. O parlamentar, que está em seu primeiro mandato no Congresso, é apadrinhado pelo líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pastor Silas Malafaia.

Rozangela ocupa um cargo de natureza especial, que dispensa concurso público para efetivação. Com uma remuneração de R$ 3.346,34 em agosto, a psicóloga é vinculada à Liderança do Democratas na Câmara e está lotada no gabinete de Sóstenes. Na Casa, ela já foi vista este ano participando de um culto evangélico.

A psicóloga entrou com a ação na Justiça Federal este ano contra a resolução 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que estabelece algumas regras de atuação em relação à orientação sexual. O documento afirma, por exemplo, que os profissionais “não devem exercer qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados”.

A liminar concedida pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho gerou forte reação negativa. O CFP já anunciou que irá recorrer da decisão.

Rozangela, a missionária

Em seu blog, Rozângela Justino se identifica como missionária. A última postagem refere-se a um evento promovido pela Associação Brasileira de Psicólogos em Ação (Abrapsia), entidade criada em janeiro deste ano, da qual ela é presidente. O seminário “A fragmentação da família e das identidades, a quem interessa?”, realizado no início deste mês em Curitiba, abordou temas como “agenda e políticas de gênero” e “vício em pornografia no contexto de novas tecnologias”.

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