Propostas para reforma política podem não sair do papel - WSCOM

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Política

13/04/2011


Propostas para reforma política

Difícil

Foto: autor desconhecido.

A maioria das propostas de reforma política que serão entregues nesta quarta-feira (13) ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não deverá sair do papel. A exceção deverá ser a aprovação do fim das coligações nas eleições proporcionais.

Líderes de partidos aliados e de oposição consultados pela reportagem apostam que Senado e Câmara deverão restringir a reforma política à chamada "perfumaria", como a mudança da data da posse do presidente da República, governadores e prefeitos, sem mexer profundamente no sistema eleitoral brasileiro.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), diz que "essas propostas da comissão serão um ponto de partida, um pano de fundo para discutir a reforma política".

Na semana que vem, o PT vai convidar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se engajar numa campanha a favor da reforma política. A avaliação é que a reforma só tem chances de sair do papel com a participação da sociedade, a exemplo do que ocorreu com o movimento em prol da aprovação da Lei da Ficha Limpa, que proibiu os políticos que respondem a ações na Justiça de se candidatarem.

Propostas

Um dos pontos mais polêmicos da reforma é a mudança no sistema eleitoral. Os partidos não conseguem chegar a um consenso sobre o tema. Enquanto o PT é favorável ao voto em lista fechada para escolha de deputados federais e estaduais, além dos vereadores, o PMDB quer o chamado "distritão", onde serão eleitos os políticos que conquistarem mais votos nas eleições.

Já o PSDB defende o voto distrital misto, com a divisão dos Estados em distritos. Os tucanos pretendem reapresentar essa proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Álvaro Dias falou sobre as expectativas:

– Vamos reapresentar propostas e queremos que sejam novamente votadas, como o voto facultativo e o voto distrital misto.

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