Professores da UFPB decidem por continuidade da greve por tempo indeterminado - WSCOM

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Paraíba

18/10/2005


Professores da UFPB decidem por

Os professores da UFPB decidiram, durante a Assembléia Geral Extraordinária ocorrida na tarde de hoje, que a greve continua por tempo indeterminado. Com apenas dois votos contrários, mais de 220 professores rejeitaram a proposta de reajuste apresentada pelo Ministério da Educação e decidiram manter a paralisação – iniciada no último dia 28 de setembro.

Os professores exibiram tabelas demonstrativas dos novos salários a partir da aceitação da proposta do governo federal. De acordo os professores, nenhuma das categorias, entre os docentes universitários, receberia realmente o valor anunciado (aperfeiçoamento de 5% para 7,5%; especialização de 12,5% para 18,75%; mestrado de 25% para 37,5% e doutorado de 50% para 75%). Em alguns casos, o reajuste representaria menos de R$ 50.

“Nós estamos em um segundo momento da nossa paralisação. É o momento da negociação. Os R$ 500 milhões anunciados pelo governo significa uma vitória, sim, mas não é suficiente para atender às nossas reivindicações”, enfatizou a professora Maria Aparecida Ramos de Meneses, presidente da ADUFPB e integrante do Comando Local de Greve.

Entre as principais reivindicações dos professores universitários, e não contempladas pelo MEC, estão a incorporação das gratificações (GED, GEAD e GAE), com paridade; aumento de 18% no vencimento básico; criação da classe de professor especial (Educação Básica) e associado (Educação Superior); e retroatividade a maio de 2005, como data-base da categoria, abertos a negociação para setembro deste ano.

Uma nova Assembléia Geral dos professores está marcada para a próxima terça-feira, 25. Essa data, porém, pode ser antecipada caso haja alguma mudança no cenário nacional, já que nesta quarta-feira 19 representantes do Sindicato Nacional dos Docentes (Andes) estarão em nova mesa de negociação com dirigentes do Ministério da Educação, em Brasília.

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