Professores da UFCG entram em greve nesta terça-feira - WSCOM

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Paraíba

31/10/2005


Professores da UFCG entram em

Os professores do Campus de Campina Grande da UFCG iniciam greve por tempo indeterminado, com um Dia de Luto, nesta terça-feira. Segundo a organização do protesto, o objetivo é denunciar a postura de desrespeito e intransigência do MEC diante das reivindicações da categoria.

Os docentes reinvidicam uma reposição salarial de 18%, a incorporação das Gratificações GAE e GEAD com paridade e isonomia para os aposentados e realização de concursos públicos para reposição de vagas. Cerca de 11 mil estudantes não deverão iniciar o 2º semestre deste ano.

As atividades da próxima terça-feira começarão com a colocação de uma faixa preta nos muros da entrada principal do Campus, panfletagem e mobilização dos professores para a adesão à paralisação.

Outra iniciativa da Comissão de Mobilização dos Docentes e da ADUFCG, decidida em assembléia geral, será a orientação aos professores para que não entreguem às unidades acadêmicas dos Centros da universidade os diários de classes das disciplinas ministradas no semestre 2005.1.

A decisão de iniciar a greve foi tomada para pressionar o Governo Lula a negociar a pauta de reivindicações apresentada pelos docentes. Hoje, o Ministério da Educação mantém, de forma intransigente, uma proposta de reajuste salarial aplicada nos valores pagos de acordo com a titulação dos docentes e para as gratificações GED e GEAD.

Os professores avaliam que os argumentos do MEC para justificar que não existem recursos para atender suas reivindicações são falsos, pois mesmo com a sistemática de cálculo do Governo para os impactos financeiros do reajuste, os valores necessários seriam de R$ 922 milhões/ano e não R$ 1,3 bilhão, como foi alegado.

Se forem deduzidos os 22% do recolhimento da contribuição para o plano de seguridade social dos servidores federais, a diferença cai mais R$ 141 milhões e os gastos necessários do Governo para o reajuste reivindicado pelos professores chegariam a R$ 781 milhões.

Um dos impasses nas negociações é que a contribuição para o plano de seguridade (CPSS), que segundo o movimento grevista é irregular, pois avaliação do Tesouro Nacional afirma que “não tem efeitos financeiros ou sobrecarga tributária do governo, por ser essencialmente o resultado de um registro contábil”.

Na semana passada, o Colegiado Pleno da UFCG, aprovou uma moção de apoio às reivindicações dos docentes em greve nacionalmente. Dados da Diretoria da ADUFCG indicam que existe uma carência de quase 200 docentes na instituição.

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