Produtor Cultural diz que reserva das rádios depende da boa vontade dos donos - WSCOM

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Entretenimento

17/03/2006


Produtor Cultural diz que reserva

O produtor cultural (cantor, compositor, escritor e tocador de rabeca) Beto Brito disse que a reserva de 20% nas rádios para que toquem autores paraibanos depende mais da boa vontade dos donos do que da obrigação da lei. A declaração surgiu por conta do entendimento da procuradora Janete Ismael, do Ministério Público Estadual, que considerou a lei proposta pelo vereador Fuba, e aprovada pela Câmara Municipal, inconstitucional.

“A exemplo de uma rádio local que já aderiu ao projeto”, lembra Brito, salientando que só com isso já foi criado um movimento. “A população agora vai pelo menos começar a entender nossa proposta”, esclarece.

Brito entende que a opção é mesmo setorizar o movimento cultural dando mais força as regiões e teceu críticas à falta de apoio dos governos estaduais e municipais da Paraíba ao artista da terra. “Em cada região ele é muito forte, muito bem apoiado por todos, governo, município, pela mídia em geral e eu percebo que isso aqui na Paraíba ainda é muito insípido”.

Entretanto, o músico acredita que abrindo as rádios aos produtores culturais pode ser um caminho. “Entendemos que essa lei só vai trazer benefícios para a cultura. Nós temos que mobilizar a população e mostrar que a Paraíba tem um grande movimento cultural. E isso significa dizer que as rádios são o principal meio de informação para o povo”, acredita Brito.

Lei inconstitucional – Na manhã de ontem o vereador Luiz Eduardo Fuba afirmou que o vereador Severino Paiva entrou com uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o projeto.

O Portal não conseguiu falar com o vereador Paiva, mas segundo informações colhidas, a mesa diretora da Câmara entendendo posição do Ministério Público Estadual resolveu antecipar-se que dar entrada na ADIN já no dia 13 de fevereiro.

Fuba disse não entender como o presidente da Câmara poderia entrar com uma medida destas quando o projeto foi amplamente discutido pelos parlamentares, aprovado por unanimidade e já sancionado pelo prefeito.

Sobre o jabá Para Brito o Jabá é uma questão antiga. “As grandes gravadoras impõem um jabá diferente. Elas colocam os artistas no programa do Faustão e eles chegam ao nordeste como uma avalanche”, aponta.

Segundo o compositor as gravadoras mandam os discos para as rádios já marcando a faixa que deve ser tocada além de mais 500 cds para divulgação, dez computadores para sortear na rádio, entre outras coisas.

“Sem contar com os shows que são promovidos pelas próprias rádios onde vão tocar só artistas que elas têm interesse que a população escute”, denuncia.

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