Presidente do CREA-PB apoia OAB e CNBB no repúdio à Reforma da Previdência - WSCOM

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Paraíba

23/04/2017


Presidente do CREA-PB repudia Reforma

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Foto: autor desconhecido.

A presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (CREA-PB), Giucélia Figueiredo elogiou neste domingo, 23, as atitudes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que se manifestaram publicamente em nota contra a Reforma da Previdência na última quarta-feira, 19. As entidades criticaram a falta de debate com a sociedade na tramitação das mudanças. “Nenhuma reforma que afete direitos básicos da população pode ser formulada, sem a devida discussão com o conjunto da sociedade e suas organizações”, afirma o texto assinado ainda pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon).

"Parabenizo a OAB e a CNBB pela postura corajosa e sintonizada com o pensamento do povo, que tem seus direitos aviltados pelo governo golpista. É preciso que os segmentos organizados da sociedade se levantem contra a tentativa de tratoramento das grandes discussões do país, como é o caso da Reforma da Previdência e também da Trabalhista. O impacto na vida de todos os brasileiros precisa ser amplamente discutido", disse Giucélia, apontando inúmeros retrocessos nas ações da gestão de Michel Temer: "Ele já recuou em alguns pontos por medo do povo. É preciso continuar a mobilização para impedir o desmonte de nossos direitos".

A nota elogiada pela presidente afirma também que a reforma da Previdência não pode ser aprovada apressadamente, nem pode colocar os interesses do mercado financeiro e as razões de ordem econômica acima das necessidades da população. “Os valores ético-sociais e solidários são imprescindíveis na busca de solução para a Previdência”, afirma o texto, que defende ainda que mudanças nas regras da Seguridade Social devem garantir a proteção aos vulneráveis, idosos, titulares do Benefício de Prestação Continuada (BPC), enfermos, acidentados, trabalhadores de baixa renda e trabalhadores rurais. Atenção especial merecem as mulheres, particularmente na proteção à maternidade.

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