Preço do álcool cai depois de sete semanas - WSCOM

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Economia & Negócios

18/03/2006


Preço do álcool cai depois

O preço do álcool hidratado nas usinas caiu pela primeira vez em sete semanas. A redução foi de 1,01%. O litro do produto sem imposto foi negociado a R$ 1,228, revela levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq).

O levantamento semanal foi divulgado ontem. O preço da semana passada fechou em R$ 1,241 por litro. A última vez que o preço do produto havia caído nas usinas foi na semana de 16 a 20 de janeiro.

Mesmo com a queda, o preço do álcool hidratado ainda está mais elevado que o do álcool anidro, situação apontada pelos especialistas como uma das distorções provocadas pela crise de abastecimento que atingiu o País. O preço do álcool anidro, ao contrário do hidratado, não caiu nesta semana. Houve uma ligeira alta de 0,09% na semana em relação a anterior. O litro do anidro passou de R$ 1,21864 para R$ 1,21992.

Com o fracasso das tentativas de conter a crise do álcool, por meio de acordo com usineiros ou pela alteração na fórmula da gasolina, o governo quer agora contar com a ajuda do consumidor para reduzir a pressão nos preços.

Em campanha lançada esta semana, o Ministério de Minas e Energia (MME) apresenta uma fórmula para calcular qual o combustível mais econômico para os carros bicombustíveis. Os filmes veiculados nas principais redes de TV sugerem que o consumidor multiplique o preço da gasolina por 0,7. Se o resultado for menor do que o preço do álcool estampado na bomba, é melhor usar gasolina.

Por este critério, a opção pelo álcool atualmente só vale à pena em Alagoas, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, mercados que não sofrem influência da entressafra na lavoura de cana-de-açúcar das regiões Sul e Sudeste. Nos outros 23 Estados, o preço do álcool ultrapassa o limite 70% do preço da gasolina, segundo as médias de preços verificadas na última pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A campanha custou R$ 2 milhões e só durou dois dias. O objetivo, segundo a Secretaria de Comunicação Institucional da Presidência da República, é explicar aos proprietários de veículos bicombustíveis que eles podem optar por um combustível mais econômico. “A tecnologia flex é também uma ferramenta que os defende de eventuais aumentos de preços de um ou outro combustível, no caso, o álcool ou a gasolina”, explicou, em nota o MME.

A ação do governo vai ao encontro da opinião de especialistas do setor, que avaliam que o consumidor tem o poder de regular o mercado de combustíveis. Segundo esse raciocínio, ao optar pela gasolina, o proprietário de carros bicombustíveis pode contribuir com a redução do preço do álcool.

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