PPS quer agilidade na apuração da suspeita de envolvimento de Lula no mensalão - WSCOM

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Política

04/04/2011


Lula: PPS quer agilidade na apuração

Mensalão

Foto: autor desconhecido.

O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), afirmou no último domingo (3) que o relatório final da Polícia Federal sobre o caso do mensalão, que teve trechos divulgados pela revista Época neste fim de semana, revela “novas e graves” denúncias sobre o esquema de pagamento de propina a parlamentares da base aliada, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Freire afirmou que o PPS pensa em recorrer ao Ministério Público para abrir uma ação penal contra os supostos novos beneficiários do esquema, entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a revista, novas investigações feitas pela PF revelam, entre outros pontos, que o esquema do mensalão realmente existiu e ainda usou dinheiro público para financiamento de campanhas e compra de apoio no Congresso Nacional.

Freire disse que pretende aguardar o pronunciamento do procurador-geral da República.

– Se isso demorar muito e não houver ação da parte da Procuradoria, vamos insistir que o Ministério Público analise essa denúncia, porque ela é muito grave: diz, textualmente, que Lula e a sua campanha se beneficiaram de recursos públicos do mensalão […] A sociedade brasileira está exigindo certa rapidez da Justiça. Isso tem que ter uma prioridade.

Já o líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP), disse que o trecho do relatório publicado pela Época não traz fato novo em relação ao mensalão e descartou o envolvimento do ex-presidente Lula no esquema.

– Não tem nenhuma novidade. São assuntos antigos já divulgados. As pessoas que foram indiciadas nesse processo estão sendo julgadas pelo Supremo [Tribunal Federal] e estão aguardando com tranquilidade a decisão.

Ele disse ainda que “do ponto de vista do governo, não houve dinheiro público, não houve formação de quadrilha”.

– O que há é um crime que é o caixa dois de campanha, que o Supremo vai julgar. Não existe nenhum comprometimento do ex-presidente Lula. Não existe o nome do ex-presidente ali. Todos aqueles fatos já passaram pela CPI [dos Correios].

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