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Economia & Negócios

21/04/2018


Portugal mira expansão dos negócios empresariais com Nordeste e retoma Câmara da Paraiba

Câmara de Comércio entre Portugal e João Pessoa está formalizada e será apresentada em maio

Foto: autor desconhecido.

As relações comerciais entre Brasil e Portugal se mantêm na pauta dos interesses entre empresários e autoridades dos dois Países, também estimuladas pela Federação das Câmaras de Comércio de Portugal no Brasil de olho no Nordeste, em especial na Paraíba com a retomada da Câmara de Comércio em João Pessoa.

É o que expõe com detalhes a empresária, executiva e advogada Yanna Medeiros, recém  nomeada presidente da Câmara de Comércio Portugal – Paraiba/Brasil.

Em entrevista Exclusiva à Revista NORDESTE, ela avaliou toda estratégia.

Eis a entrevista:

NORDESTE – Qual a realidade da Câmara de Comércio de Portugal em João Pessoa/Paraiba? A propósito como se encontra em todos os demais Estados?

YANNA MEDEIROS – As relações negociais entre o Brasil e Portugal têm se estreitado cada vez mais, e, no tocante à Paraíba, com patente crescimento econômico, na contramão da crise da qual o país felizmente já vem dando sinais de superação, vemos como um Estado privilegiado sobre vários aspectos, a exemplo do empreendedorismo até sua posição geográfica. Por este motivo, num olhar atento à estes aspectos, decidiu-se pela criação da Câmara Portuguesa de Comércio da Paraíba, vinculada a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil. As câmaras portuguesas, também existentes em outros 13 Estados, cobrem porcentagem relevante do território brasileiro e têm exercido importante papel no estreitamento das relações econômicas entre Portugal e o Brasil.

NORDESTE – Qual seu papel nesta conjuntura?

YANNA MEDEIROS – Há muito os modelos de gestão vêm sendo adequados às necessidades atuais  trazidas pela modernização e velocidade das mudanças. Um modelo de gestão arrojado e aberto à participação contributiva, com responsabilidade e transparência, é o que se espera atualmente para levar à frente os objetivos envolvidos na atuação da Câmara. Entre outras pautas, visamos, precipuamente, apoiar a realização de negócios internacionais e a inserção competitiva de empresas para além das fronteiras do mercado doméstico.

NORDESTE – Quando haverá de fato a retomada de ações oficiais da Câmara ?

YANNA MEDEIROS – Haverá a solenidade oficial de lançamento que será oportunamente divulgada. Inobstante, já travamos ações bastante expressivas, como a participação em encontros de negócios internacionais de países de língua portuguesa. Missões empresariais, como a Missão Agrotec 2018, que levará um grupo de empresários para Portugal no início do mês de Junho, oportunidade em que poderão ter acesso in loco ao que de melhor se faz no país em termos de agricultura de precisão, ampliando networking bem como prospectando negócios, além de outras ações visando a promoção dos associados.

NORDESTE – Qual a missão e o que de pretende com a retomada da Câmara?

YANNA MEDEIROS –  Em apertada síntese, a missão da Câmara consiste em promover e apoiar a comunidade empresarial associada, na ampliação do networking e internacionalização, gerando negócios com garantias institucionais, além de influir nas políticas públicas referentes às relações luso-brasileiras no âmbito da indústria, comércio, turismo e serviços.

Isto é o que se pretende com a criação e atuação da Câmara Portuguesa de Comércio da Paraíba.

NORDESTE – Quem lidera as ações das Câmaras no Brasil, já que se trata de entidade de negócios e não diplomáticos?

YANNA MEDEIROS – As Câmaras Portuguesas são entidades pilares da diplomacia econômica de Portugal no exterior e, as brasileiras, são vinculadas a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.

NORDESTE – Quais os desafios para 2018 em diante?

YANNA MEDEIROS – O momento econômico favorável em que passa Portugal, e a retomada do crescimento no Brasil, assim como o cenário promissor da Paraíba, detentora de um empresariado reconhecidamente destacado em rankings de empreendedorismo, faz-nos confiantes no estreitamento das relações, de modo que encaramos a expansão estadual da internacionalização não como desafio, mas como meta.

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