Polícia pede prisão de filho de ex-prefeito de Marília por incêndio em rádios - WSCOM

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Policial

14/10/2005


Polícia pede prisão de filho

A Polícia Civil pediu a prisão temporária de Rafael Camarinha, filho do ex-prefeito de Marília (444 km de São Paulo) Abelardo Camarinha (PSB). Rafael –que é irmão do deputado estadual Vinícius Camarinha (PSB)– é acusado de participar do incêndio criminoso que destruiu as instalações da CMN (Central Marília de Notícias), em Marília (444 km de São Paulo) no dia 8 de setembro deste ano. Na ocasião, o “Diário de Marília”, a rádio “Diário FM” e a “Dirceu AM”, pertencentes ao grupo, ficaram destruídas.

A prisão de Rafael foi pedida depois que Anderson Ricardo Lopes, 25, conhecido como Ricardinho, foi preso em Embu (Grande São Paulo). Segundo o delegado Roberto Terraz, titular da delegacia seccional de Marília, ele confessou ter rendido o vigia e iniciado o incêndio.

Em depoimento, o acusado afirmou que o mandante do crime foi Rafael Camarinha. A Justiça ainda não se manifestou em relação ao pedido de prisão.

Prisão

Ricardinho foi detido depois de a polícia localizar uma tia dele que trabalha em uma loja em Marília. Os investigadores pediram para que ela entrasse em contato com o sobrinho e pedisse para que ele se entregasse. Pouco depois, o acusado ligou para um investigador dizendo que não se entregaria porque tinha medo.

O número do qual ele havia telefonado –um orelhão localizado em Embu– ficou registrado no celular do investigador e Ricardinho foi preso. Dias antes, ele havia entregue uma carta a um tio em Santa Cruz das Palmeiras (244 km de São Paulo). O conteúdo do documento é semelhante ao depoimento dado por Ricardinho à polícia. Ele havia dito ao tio que temia pela vida e que, se morresse, a carta deveria ser dada à polícia. Amauri Campoy, 57, já está preso.

Galpão

Ricardinho disse à polícia que foi levado à sede da CMN em um Gol por Rafael Camarinha. Antes do incêndio, eles teriam estado em um galpão que funcionava como escritório político de Abelardo e Vinícius. A polícia esteve no local depois da prisão e encontrou panfletos e outros materiais de campanha de Abelardo e Vinícius.

Um veículo pertencente a Amarildo Barbosa, também acusado de participação no caso foi encontrado no local. “Lá também havia pedaços de tecido semelhantes ao utilizado para atear o fogo na CMN”, diz o delegado Terraz.

Resposta

Abelardo Camarinha afirmou que a acusação contra seu filho é infundada. “Primeiro culparam a mim, depois meu filho Vinícius e agora o Rafael. Ele não está envolvido em nada e à disposição da Justiça. Isso não passa de uma armação”, afirmou.

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