Genro é preso suspeito de encomendar morte de empresário por R$ 120 mil na PB - WSCOM

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Policial

07/06/2018


Genro é preso suspeito de encomendar morte de empresário por R$ 120 mil na PB

O empresário da construção civil, Arnóbio Ferreira Nunes, 77 anos,  foi morto com pelo menos um tiro durante um suposto assalto no bairro de Manaíra, em João Pessoa

Foto: autor desconhecido.

O genro do engenheiro Arnóbio Ferreira Nunes, assassinado em novembro de 2017, foi preso nesta quinta-feira (7), em João Pessoa, suspeito de encomendar a morte do empresário. De acordo com o delegado Aldrovilli Grisi, o crime custou R$ 120 mil a Antônio Cícero, genro da vítima. A prisão faz parte da fase Epílogo da Operação Expurgo.

Segundo Marcos Paulo, a polícia segue uma linha de investigação que leva a crer que, inicialmente, quantias altas em dinheiro tenham motivado o crime, já que o inventário da vítima gira em torno de R$ 70 milhões.

Arnóbio Ferreira Nunes foi morto após ser baleado quando chegava no trabalho, na manhã do dia 24 de novembro de 2017, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Ele tinha 77 anos e era sócio de uma construtora.

Durante a operação, outros seis mandados de prisão foram cumpridos nos bairros do Bessa, Cruz das Armas, Valentina, Paratibe e Gramame, contra suspeitos de envolvimento no crime. Além disso, cinco mandados de buscas também foram cumpridos.

Em abril deste ano, um jovem foi preso no bairro de Paratibe, em João Pessoa, suspeito de matar o empresário. De acordo com o delegado Aldrovilli Grisi, o suspeito foi identificado por meio das imagens de câmeras de segurança que flagraram o crime. O jovem tem 24 anos e permanece preso.

Investigação do caso

De acordo com o superintendente da Polícia Civil, Marcos Paulo, o mandante do assassinato, Cícero Antônio, genro da vítima Arnóbio Ferreira, esteve na Central de Polícia, pelo menos, três vezes, com o objetivo de apontar novos caminhos para a investigação. A partir das duas linhas de investigação abertas pela polícia, o latrocínio e o homicídio, o inquérito concluiu que a morte do empresário foi encomendada.

Segundo o delegado Aldrovilli Grisi, pelo menos oito pessoas participaram do assassinato. Cícero Antônio, mandante do crime, recebeu suporte logístico de José Ailton e José Ricardo da Silva. Além disso, manteve contato direto com Carlos Rogério, já acusado de quatro homicídios, que intermediou o contato entre o mandante e o executor, Josivaldo.

Outras três mulheres também foram presas e indiciadas por associação criminosa, porque recebiam e repassavam quantias em dinheiro. A polícia agora investiga se a esposa de Cícero Antônio sabia da encomenda do assassinato.

G1