Pintor fica preso dentro de caixa d'água após inalar produto tóxico em Ribeirão - WSCOM

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Brasil & Mundo

28/04/2017


Pintor fica preso em caixa d'água

EM RIBEIRÃO

Foto: autor desconhecido.

Um pintor de 30 anos passou mal e ficou preso dentro de uma caixa d'água após inalar um produto tóxico em um condomínio no Jardim José Figueira, em Ribeirão Preto (SP), na tarde desta quinta-feira (27). De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima estava pintando o interior do local quando a máscara de respiração teve um problema, o que ocasionou o acidente. A vítima passa bem.

Segundo o tenente Mario Nascimento, o homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) antes de ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ao chegar no local, o pinto estava consciente, mas desorientado. A assessoria de imprensa do hospital informou que a vítima passou por exames médicos e recebeu alta em seguida.

Ainda de acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros, o pintor estava fazendo uma manutenção no interior da caixa d'água quando notou um problema no equipamento de respiração. Nesse momento, ele inalou o produto que utilizava em seu serviço.

"Ao tentar consertar [o equipamento], ele quebrou de vez e ele começou a inalar aquele vapor tóxico e inflamável. Dessa forma, ele ficou um pouco atordoado lá dentro e não conseguia sair", disse Nascimento.

O Corpo de Bombeiros foi acionado pelo trabalhador que estava ajudando o pintor. Quando os bombeiros chegaram à vítima estava a oito metros de profundidade na parte interna da caixa d'água, que possui 30 metros de altura.

"Entramos na boca de visita e descemos. Acessamos essa vítima, fizemos todos os procedimentos de salvamento em altura, içamos essa vítima, tiramos pela boca de visita e descemos ela novamente. No momento, ela estava totalmente inconsciente, não sabia o que falava e tinha um lapso temporal", contou.

Nascimento comentou que o trabalhador que estava com o pintor fez o certo ao acionar o Corpo de Bombeiros ao invés de ajudar a vítima que estava presa e inalando os produtos tóxicos.

"Eles agiram corretamente porque é um espaço confinado com a presença de produto tóxico e inflamável. Então, qualquer faísca, qualquer fagulha de um equipamento mal utilizado poderia ocasionar uma explosão lá dentro ou se ele tivesse um problema também no equipamento respiratório também ficaria intoxicado lá dentro", conclui o tenente do Corpo de Bombeiros.