PF e MP combinaram ação para otimizar escuta telefônica dos envolvidos na Opera - WSCOM

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Política

26/08/2005


PF e MP combinaram

Quando o Ministério Público Federal convocou em março deste ano a imprensa para revelar que estava em curso uma investigação sobre desvios de recursos federais em João Pessoa, o objetivo não era exatamente informar a população. Na verdade, o alvo era outro: os figurões que hoje protagonizam o escândalo da Operação Confraria. A ação foi combinada com a Polícia Federal para provocar troca de informações entre os envolvidos que, no período, estavam sob escuta telefônica.

‘Foi para chacoalhar’, confirmou o delegado da PF Gustavo Gominho.

A idéia era que o Ministério Público desse o alarde, provocando movimentação entre políticos e empresários envolvidos para otimizar a escuta telefônica.

‘Quando a Justiça autoriza a escuta é por tempo determinado, então a gente precisava provocar’, explica Gominho, que revelou em seguida: ‘deu certo’.

As escutas foram estratégicas para o desenrolar do inquérito, que já rendeu o indiciamento do ex-prefeito Cícero Lucena e de mais 17 pessoas por fraudes em licitações para construção de obras com verbas federais.

O próximo passo do inquérito é provar que, além de compor licitações irregulares, a administração municipal também desviava verbas. O tira teima já está sendo providenciado, a partir das perícias que estão sendo feitas em obras da Capital, a exemplo do Viaduto do Ceasa, drenagens no Bessa e calçadão do Cabo Branco.

O resultado das perícias deve estar sendo encaminhados em setembro. O desfecho da Operação Confraria deve ocorrer em novembro, segundo estimativa da delegada Luciana Paiva.

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