PF diz que já estão comprovados esquemas da Confraria; nova operação será desenc - WSCOM

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Economia & Negócios

24/08/2005


PF diz que já estão

A Polícia Federal garante que já tem provas contundentes contra o ex-prefeito Cícero Lucena e mais 17 pessoas envolvidas na Operação Confraria. Uma nova operação será desencadeada para investigar empresas paraibanas da área da construção civil que figuram em outros esquemas de licitações e desvios de verbas.

As informações foram reveladas agora à tarde pela delegada Luciana Paiva, responsável pelo inquérito que investiga as fraudes com verbas federais na administração do ex-prefeito da Capital Cícero Lucena.

‘Vamos desaguar em novos inquéritos’, confirmou Luciana Paiva, que detectou indícios de crimes praticados pelas empresas ao analisar os documentos apreendidos na Confraria. Ela descartou a participação do ex-prefeito Cícero Lucena nas novas investigações.

‘Na busca e apreensão conseguimos provas contra outras pessoas, outros fatos, que vão ser apurados em outros inquéritos policiais’, explicou a delegada.

Apesar de já estar reunindo provas, Luciana Paiva decidiu não levar as duas operações em paralelo. ‘O bolo fica tão grande que trava’, explicou a delegada, que prometeu revelar os detalhes das movimentações das construtoras no relatório final da Confraria.

Culpa no cartório – Semana passada a delegada solicitou mais prazo a Justiça para dar andamento às investigações. Ganhou 90 dias – período em que vai analisar pilhas de documentos. Ela confirmou, porém, que já comprovou os esquemas de fraudes nas licitações de treze contratos e repasses de convênios.

‘Já temos provas contundentes contra eles’, afirmou a delegada.

A garantia de que a PF já tem provas de que havia fraudes em licitações realizadas na administração do ex-prefeito Cícero Lucena foi dada também pelo superintendente Agripino Neto e o delegado Gustavo Gominho.

‘Não apenas a PF tem convicção’, disse Gominho. ‘O Judiciário também tem, caso contrário não autorizaria a prisão temporária de Cícero’, acrescentou o delegado, que complementou: ‘São mais ou menos 20 pessoas que, na nossa ótica, têm culpa no cartório’.

Desfecho – Tanto Gominho quanto a delegada garantiram que o inquérito está ‘relativamente fácil’ de ser concluído. A demora no fechamento estaria ocorrendo em função dos procedimentos.

‘É difícil analisar todo o material apreendido’, explicou a delegada, que solicitou 27 mandados de busca e apreensão. Ela espera, agora, por mais documentos: os resultados das perícias de contabilidade, engenharia e informática.

‘De posse dos laudos eu demoro mais ou menos um mês para fazer o relatório’, antecipou a delegada, que chutou uma data provável para o desfecho do inquérito: ‘Deve ser lá pra novembro, se não acontecer imprevisto’.

Clique aqui para ouvir trecho da entrevista com a delegada Luciana Paiva

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