PF cumpre mandados em municípios do Sertão e prefeita é afastada do cargo - WSCOM

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Política

20/07/2016


Prefeita é afastada do cargo, no Sertão

JOCA CLAUDINO

Foto: autor desconhecido.

{arquivo}Agentes da Polícia Federal (PF) cumpriu sete mandados de busca e apreensão, nesta quarta-feira (20), nos municípios de Joca Claudino, Sousa e Cajazeiras, no Sertão paraibano. A ação é um desdobramento da 3° fase da Operação 'Andaime', que apura desvios de recursos públicos e fraudes em licitações de várias cidades da Paraíba, promovida pelo Ministério Público Federal (MPF) em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com a PF.

A prefeita de Joca Claudino, Lucrécia Adriana Andrade (PTB), foi afastada do cargo na manhã desta quarta-feira (20) pela Justiça Federal a pedido do MPF. Ela é uma das investigadas na Operação 'Andaime'.

Em nota, a prefeita diz recebeu com 'humildade a determinação' a decisão da Justiça, mas discorda do afastamento das funções. Segundo ela, a sua assessoria jurídica irá esclarecer o seu envolvimento. “Não tenho qualquer envolvimento com essa operação Andaime”, relata.

SOBRE A OPERAÇÃO

A Operação 'Andaime' teve início no dia 26 de junho de 2015. De lá para cá já são 67 réus denunciados pelos dois Ministérios Públicos, entre gestores e ex-gestores municipais, a exemplo dos ex-prefeitos de Cajazeiras, Carlos Rafael Medeiros de Souza; de Monte Horebe, Erivan Dias Guarita; e de Bernardino Batista, José Edomarques Gomes; da prefeita de Monte Horebe, Claudia Aparecida Dias, e o marido dela; além de servidores públicos; empresários, como Mário Messias Filho (vulgo “Marinho”), Afrânio Gondin Júnior, Manoel Cirilo Sobrinho e Enólla Kay Cirilo Dantas; e engenheiros de obras, como Wendell Alves Dantas, Márcio Braga de Oliveira e Jorge Luiz Lopes dos Santos.

Francisco Justino do Nascimento, considerado “o operacionalizador supramunicipal do esquema”, responsável por “vender os serviços ilícitos de suas empresas 'fantasmas' aos núcleos municipais”, fez acordo de colaboração premiada e está em liberdade condicional. Além de Justino, já foram celebrados outros sete acordos de colaboração premiada, totalizando oito, todos homologados pelas Justiças federal e estadual.

Atualmente, continua preso preventivamente, acusado de agir para impedir e embaraçar a investigação em curso sobre organização criminosa, o empresário Mário Messias Filho “Marinho”, proprietário da empresa Limcol – do ramo de comércio de veículos, situada em Cajazeiras – e candidato a prefeito de Cajazeiras, em 2008.

O total de penas (máximas) previsto para as cinco denúncias oferecidas pelo MPF/PB e a denúncia oferecida pelo MPPB até então é de mais de 1.900 anos de reclusão – em caso de condenações. Somando as seis denúncias, já são 421 delitos praticados.

Dos mais de R$ 18 milhões desviados pela organização criminosa, já foram recuperados R$ 125 mil em dinheiro (em espécie), 23 veículos e 39 imóveis, este último com pedidos de alienação antecipada já feitos pelo Ministério Público.

O numero de licitações fraudulentas envolvidas no âmbito das ações judicais já movidas pelo MPF é 47. Já o número de empresas é nove (Imcon, TEC Nova, Servcon, Vantur, São Bento, Gondim & Rego, Agiliza, Produz e Edifica).

A quantidade de municípios atingidos até o momento é dez, apenas na Procuradoria da República no Município (PRM) de Sousa: Cajazeiras, Monte Horebe, São José de Piranhas, Vieirópolis, Bernardino Batista, Joca Claudino, Uiraúna, Santa Helena, Itatuba e Manaíra – esses dois últimos são da jurisdição de Campina Grande e Patos, respectivamente, mas foram processados perante a Justiça Federal em Sousa por conta da conexão probatória com os demais crimes narrados na mesma denúncia.

Entre os crimes praticados, estão: corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público, lavagem de dinheiro, peculato, fraude licitatória, organização criminosa, entre outros. Para melhor conhecimento desses crimes, recomenda-se a visita ao Portal de Combate à Corrupção do MPF: http://combateacorrupcao.mpf.mp.br/.
 

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