Pezão descarta privatizar Uerj: 'Totalmente fora de questão' - WSCOM

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Política

06/09/2017


Pezão descarta privatizar Uerj

'FORA DE QUESTÃO'

Foto: autor desconhecido.

No dia seguinte à homologação do acordo de recuperação fiscal do Rio, que prevê ajuste fiscal de R$ 63 bilhões até 2020, o governador Luiz Fernando Pezão afirmou que, ao contrário do que chegou a ser ventilado depois da aprovação, não pretende privatizar a Universidade Estadual do Rio de Janeiro. A secretaria do Tesouro Nacional afirmou que o Estado deveria rever a "oferta de ensino superior", reduzindo o número de vagas. Segundo Pezão, nunca houve negociação sobre este assunto.

"Estou desde outubro de 2016 negociando com a equipe do Tesouro, e em nenhum minuto isso foi colocado para nós.Foi feita essa sugestão, mas isso é totalmente fora de questão, ainda mais uma universidade estadual de excelência como a Uerj", disse o governador , em entrevista ao Jornal da CBN.

A posição se alinha com a fala do secretário, Gustavo Tutuca, que afirmou ao G1 que "ninguém mexe nas universidades. Pezão, no entanto, acrescentou que vai enviar um projeto de lei em setembro para que os estudantes de universidade, após anos estudando de graça, "retornem algo para o Estado".

"Precisamos fazer uma reforma estruturante em todas as universidades. Esse universitário que estuda de graça 5, 6 anos, tem que retornar alguma coisa para o estado. Na área de direito, por exemplo, por pelo menos dois anos", disse ele, citando que o Rio tem dois ministros do Supremo Tribunal Federal que passaram pela universidade.

O governador do Rio também declarou que vai resolver pendências trabalhistas e criar Planos de Demissão Voluntária (PDV) para algumas empresas. Segundo ele, a situação de custeio do Estado já está complicada. "Nós já voltamos ao custeio de 2009/2010, nós não temos muito mais gorduras para queimar. Mas tem empresas que quero fazer PDV, empresas que já foram privatizadas e que hoje tem dois mil funcionários, com quem temos dividas trabalhistas. Quero chegar a um acordo e extinguir essas empresas", disse Pezão.

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