Petrobras deve investir R$18 bilhões até final do ano - WSCOM

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Economia & Negócios

16/08/2005


Petrobras deve investir R$18 bilhões

A Petrobras pretende cumprir o cronograma de investimentos de 29 bilhões de reais este ano e programa para o segundo semestre o desembolso de 18 bilhões de reais, depois dos 11 bilhões de reais realizados no semestre anterior. Na liderança dos gastos, está o aumento da produção para tornar a companhia auto-suficente em 2006.

Segundo o diretor financeiro e de relações com o mercado da estatal, Almir Barbassa, a meta da empresa é obter tanto aumento de produção como de reservas.

“Estamos com boas perspectivas de crescimento para as reservas com as avaliações das bacias de Santos e Espírito Santo, que serão feitas até o final do ano”, afirmou nesta terça-feira Barbassa durante teleconferência com analistas, um dia após a estatal divulgar lucro de 4,9 bilhões de reais no trimestre passado, 49 por cento maior que em 2004.

Até o ano passado, as reservas da Petrobras eram de 13 bilhões de barris de petróleo, segundo as regras brasileiras, e de 11 bilhões de barris de petróleo de acordo com as regras americanas.

Já a produção média da empresa deverá crescer 14 por cento este ano, para 1,765 milhão de barris diários no segundo semestre. No final do ano, a expectativa é de que a produção atinja 1,850 milhão de barris diários, superando o consumo do país, hoje em torno dos 1,7 milhão de barris diários.

ATRASO NA P-50

Para esse avanço, a empresa conta com a entrada em operação de plataformas como a P-50, no campo de Albacora Leste, na bacia de Campos. A unidade inicia as atividades entre o fim de outubro e o inicío de novembro, após atraso de 45 dias em relação ao projeto original.

“É um atraso normal diante do porte do projeto”, justificou o executivo.

A P-50 vai produzir 180 mil barris diários de petróleo quando atingir o seu pico, previsto para seis meses após o início da operação. A produção também será incrementada com as plataformas P-43 –cuja geração já ultrapassa os 150 mil barris diários previstos– e a P-48.

“A partir de novembro a P-48 estabiliza (a produção) e fecha o ano produzindo 150 mil barris diários ou mais…A P-43 já fez 160 mil barris diários”, informou.

Para 2006, a empresa conta com a entrada da plataforma P-34, no campo de Jubarte, na bacia de Campos, que ajudará a garantir a média anual de produção de 1,9 milhão de barris por dia.

Barbassa anunciou ainda que a revisão do Plano Estratégico da empresa, cuja divulgação foi adiada várias vezes, será conhecida entre 15 a 20 dias.

No novo plano, que abrange o período de 2005 a 2010, serão definidos temas que geram dúvidas ao mercado sobre o futuro da empresa, como a política para investimentos na Bolívia e a construção do Gasene, gasoduto que ligará a produção do Sudeste ao consumo do Nordeste.

O plano também trará a estratégia para a área petroquímica da estatal, após mudança no contrato com a Braskem, que tirou a exclusividade de parcerias se a Petrobras exercesse o direito sobre ações da petroquímica.

“Temos até setembro para declarar os ativos que usaríamos para exercer essa opção, mas isso não quer dizer que vamos exercer…Estamos reavaliando o portfólio de possibilidades agora que não temos mais cláusula de exclusividade”, afirmou o gerente executivo de relações com investidores, Raul Campos.

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