Pet lamenta tragédia e lembra: 'Na minha época era bem pior' - WSCOM

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Esporte

08/02/2019


Pet lamenta tragédia e lembra: ‘Na minha época era bem pior’

Foto: autor desconhecido.

A tragédia no Ninho do Urubu foi o principal tema do Seleção SporTV nesta sexta-feira. O apresentador André Rizek fez um desabafo, lamentando a morte de dez pessoas (todos atletas das categorias de base do Flamengo):

– A gente vem de dias muito ruins no Rio de Janeiro, com seis mortes por causa da chuva e um tiroteio com 13 mortes num bairro tão tradicional como Santa Tereza. Estamos todos consternados. De pronto, a Federação do Rio adiou a rodada. Se tem uma coisa positiva, é a onda de solidariedade. Vários clubes cancelaram treinos. A onda mundial é também um conforto pra gente se abraçar.

Ídolo do Flamengo, Petkovic deu seu depoimento e disse que, na época dele, as instalações do clube eram bem piores. O sérvio ressaltou o esforço do Flamengo em melhorar a estrutura do centro de treinamento e lamentou a tragédia:

– Mais uma tragédia. Tratando-se de crianças é ainda pior. Nem começaram suas vidas e já tiveram seus sonhos interrompidos. Meu coração está chorando por dentro. A gente tem que medir as palavras e tentar passar conforto aos familiares. Qualquer suposição pode piorar as coisas. A gente tem que aprender para evitar essas tragédias no futuro. Temos muitos CTs no Brasil. Eu vivi praticamente dois anos no CT do Flamengo. Na minha época era tudo bem pior. Em 2009, 2010, eram contêineres, era tudo bem pior. O Flamengo fez esforço para melhorar isso – disse Pet.

Amanda Kestelman, setorista do Flamengo no GloboEsporte.com, lembrou:

– Muitos desses meninos que morreram são de fora do Rio de Janeiro, vieram do Brasil inteiro atrás de um sonho.

O comentarista Lédio Carmona também lamentou a tragédia:

– Nessa hora, nesse tipo de situação, eu, Guga, Pet, que somos pais, nos colocamos no lugar da tragédia, poderiam ser nossos filhos. Felizmente não é, mas é filho de outras pessoas. Eles estão vivendo os momentos mais felizes da vida deles, jogando no Flamengo, tinham sonhos, fantasias, ilusões, encontros com os grandes jogadores do Flamengo, fotos, vídeos, isso tudo se dilacerou em segundos, sem talvez que eles nem tenham notado, ou se notaram pior ainda, pelo pânico.

O narrador Gustavo Villani deu seu depoimento:

– Eu me pergunto: “Onde é que eu vivo?” Eu vivo na cidade onde a ciclovia virou papel em dois anos. O Museu Nacional virou o que virou por causa de um incêndio. O Hospital para onde os meninos foram levados, o Lourenço Jorge, passou por um incêndio também. Desde 1998 os governadores do Rio de Janeiro passaram pela cadeira. É um sentimento de incompetência diante de tanta atrocidade.

Homenagens em frente ao Ninho do Urubu — Foto: André Durão / GloboEsporte.com

Homenagens em frente ao Ninho do Urubu — Foto: André Durão / GloboEsporte.com

A tragédia no Ninho

Segundo o vice-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, os bombeiros foram acionados às 5h14, chegaram ao Ninho do Urubu às 5h38 e apagaram o incêndio em pouco menos de uma hora. A principal linha de investigação indica que a tragédia no CT do Flamengo teve origem em um aparelho de ar-condicionado de um dos quartos do alojamento.

Há 10 mortos e três feridos. Três dos mortos já foram identificados, todos atletas da base rubro-negra: Christian Esmério, de 15 anos; Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, de 14 anos; Pablo Henrique da Silva Matos, de 14 anos.

Entre os três feridos, a situação é a seguinte: Jhonatan Cruz Ventura, 15 anos, inspira mais cuidados, uma vez que está com 35% do corpo queimado e passa por cirurgia. Francisco Diogo Bento Alves, 15 anos, está no CTI, mas seu estado é estável. Cauan Emanuel Gomes Nunes, 14 anos, está lúcido e conversando.

Tragédia vista do alto: o incêndio no Ninho do Urubu — Foto: Agência Estado

Tragédia vista do alto: o incêndio no Ninho do Urubu — Foto: Agência Estado

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