PCC planejava executar deputado paraibano na época em que atuou como secretário no RN, revela documento da PF - WSCOM

menu

Policial

03/05/2019


PCC planejava executar deputado paraibano na época em que atuou como secretário no RN, revela documento da PF

PCC comandava Penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, local onde ocorreu massacres (Crédito:AFP)

A facção criminosa “Primeiro Comando da Capital” planejou a execução do delegado Wallber Virgolino (Patriota), atual deputado estadual na Paraíba, na época em que ele atuou como secretário da Cidadania e Justiça no Estado do Rio Grande do Norte. O Núcleo de Inteligência Policial da Superintendência de Polícia Federal do Rio Grande do Norte emitiu o alerta sobre os riscos por meio do relatório nº 0035/17 publicado em 23 de fevereiro de 2017, mas tornado público nesta sexta-feira (3).

A informação foi revelada pelo jornalista Clilson Júnior, em seu blog no Portal Click PB. No documento, PF relata a apreensão de munições de diversos calibres com o intuito de realizar novas rebeliões no presídio de Alcaçuz, que na época passava por um momento crítico, com várias facções brigando entre si dentro daquela unidade prisional.

“Chegou ao conhecimento deste NIP/SR/PF/RN que membros da facção criminosa PCC/RN estão contabilizando munições dos mais diversos tipos e calibres, as quais poderiam ser utilizadas para realizar uma nova rebelião no presídio de Alcaçuz, caso a situação no pavilhão cinco não seja normalizada nos próximos dias”, diz o primeiro trecho do documento.

Em seguida, vem a confirmação de que o então secretário Wallber Virgolino estaria no alvo da facção. “Ainda, tais munições poderiam servir também para a realização de atentados fora do presídio, inclusive, direcionados ao atual Secretário Estadual de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino da Silva Ferreira, em retaliação a situação do presídio de Alcaçuz”, detalha.

REBELIÃO EM ALCAÇUZ

A rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, a maior do Estado do Rio Grande do Norte, teve início no dia 14 de janeiro de 2017, dia de visita social aos internos. Por volta das 15h (horário de Natal), os presos do pavilhão 4, ligados ao Sindicato do Crime do RN, observavam “algo estranho” pelos “big brothers” – pequenos buracos escavados na parede que dão visão ao pavilhão 5, onde estavam detentos de uma facção rival, o PCC. Os inimigos andavam livremente, alguns com arma de fogo nas mãos, coletes à prova de bala e até bombas de efeito moral. Quase todos cobriam os rostos com camisas.

Na época, Wallber Virgolino era o secretário responsável pela administração das unidades penitenciárias do Rio Grande do Norte e conduziu as tentativas de trégua na briga entre as facções PCC e Sindicato do Crime (ligado ao Comando Vermelho e FDN), que disputam o domínio das prisões e o controle do tráfico de drogas no Estado gerou repercussão internacional do caso.

Portal WSCOM