Paulo Rocha e José Borba renunciam ao mandato - WSCOM

menu

Brasil & Mundo

17/10/2005


Paulo Rocha e José Borba

Os deputados José Borba (PMDB-PR) e Paulo Rocha (PT-PA) decidiram renunciar ao mandato de deputado federal nesta segunda-feira e, com isso, não vão enfrentar o processo de cassação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. Eles são acusados de envolvimento no esquema de pagamento do “mensalão” em troca de apoio a matérias de interesse do governo.

Os deputados José Borba (PMDB-PR) e Paulo Rocha (PT-PA) decidiram renunciar ao mandato de deputado federal nesta segunda-feira e, com isso, não vão enfrentar o processo de cassação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. Eles são acusados de envolvimento no esquema de pagamento do “mensalão” em troca de apoio a matérias de interesse do governo.

Já haviam renunciado os deputados Valdemar Costa Neto (SP), presidente do PL, e Carlos Rodrigues (RJ), do mesmo partido. Com a renúncia, os deputados preservaram seus direitos políticos, ou seja, poderão concorrer nas próximas eleições.

O Conselho de Ética abriu o processo contra os deputados acusados de envolvimento no escândalo do mensalão pelas CPIs dos Correios e do Mensalão às 18h. Os parlamentares só poderiam renunciar até este horário. Os processos abertos hoje podem atingir 11 deputados, agora que Borba e Paulo Rocha renunciaram.

Outros dois parlamentares petistas haviam se reunido na manhã de hoje com Paulo Rocha para discutir uma possível renúncia. José Mentor (SP) e Josias Gomes (BA) não apresentaram a renúncia à secretaria-geral da Câmara e devem enfrentar o processo de cassação.

O deputado João Magno (PT-MG) confirmou hoje que vai enfrentar o processo de cassação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara. Ele está reunindo provas e para apresentar a sua defesa prévia ao Conselho de Ética. Segundo a assessoria de imprensa do deputado, ele acredita na segurança de sua defesa.

Na sexta-feira, Paulo Rocha (PA), João Paulo Cunha (SP), José Mentor (SP), Professor Luizinho (SP) e Josias Gomes (BA), impetraram um mandado de segurança no Supremo com o objetivo de impedir a abertura da ação. O pleito foi negado no início da tarde desta segunda-feira pelo ministro Carlos Ayres Britto, que decidiu pelo arquivamento da ação.

Notícias relacionadas