Parreira mostra descrença sobre nova cruzada da Fifa contra o antijogo - WSCOM

menu

Mais Esporte

07/06/2006


Parreira mostra descrença sobre nova

A determinação da Fifa para coibir o antijogo vem de várias Copas, mas o técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, diz que ainda não viu resultados. E não coloca muita fé que na Alemanha a história será diferente.

“A gente sempre ouve esse papo em Copa do Mundo, acho a idéia muito boa, mas quero ver colocar em prática”, afirmou o treinador nesta terça-feira em Königstein, quartel-general do Brasil em suas duas primeiras semanas na Alemanha.

Os 21 trios de arbitragem escalados para o Mundial foram instruídos a proteger os “bons jogadores” e expulsar quem abusar de faltas, independente da violência do lance. O presidente da entidade máxima, Joseph Blatter, visitou a concentração dos juízes, que fica na região de Frankfurt, para frisar a determinação.

“Só pedi que eles protegessem as partidas e os bons jogadores, prestando atenção especial no diabo que cresce em nosso esporte, a cotovelada”, afirmou Blatter. “Quando um jogador pula e não mantém seus braços junto ao corpo, especialmente”, detalhou o cartola.

A entidade recomenda que os jogadores flagrados após darem cotoveladas sejam expulsos imediatamente. E ameaça excluir do próximo Mundial os árbitros que não cumprirem as determinações.

Caso as ordens sejam seguidas à risca, Parreira deixa claro quais, na sua opinião, serão as seleções beneficiadas. “Ótimo para o futebol mais técnico, para o futebol brasileiro, sul-americano e o futebol em geral”, comentou.

Outras diretrizes da Fifa são para que tentativas de cavar faltas ou pênaltis não sejam toleradas, monitoramento da formação de barreiras, o uso de jóias por jogadores e a reclamações dos atletas em relação a marcações durante as partidas.

Coibida a catimba, o tempo de bola em jogo também deve aumentar, acredita o técnico brasileiro. “Que a bola gire mais tempo, que (o jogo) não tenha só 60 min de jogo corrido, que a gente tenha 70min. Hoje um terço é desperdiçado”, afirmou.

Notícias relacionadas