Parreira fala sobre convocação de Mineiro - WSCOM

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03/06/2006


Parreira fala sobre convocação de

WEGGIS, SUÍÇA – Na entrevista concedida após o treino da tarde da Seleção Brasileira, em Weggis, o técnico Carlos Alberto Parreira apontou o fato do volante Mineiro estar em atividade, diferentemente de Renato e Julio Baptista, que concorriam com o atleta do São Paulo pela posição, como fator determinante para sua convocação. “É um jogador da posição e para esse momento é o que escolhemos. O fato de ele estar em atividade ajudou muito”, disse o treinador, que afirmou que não é surpresa a escolha de Mineiro. “Esta não é a primeira convocação dele. Ele jogou recentemente com a Guatemala, além de ter sido um dos atletas destaques na conquista do São Paulo no Japão”, disse Parreira se referindo ao Mundial de Clubes.

O comandante brasileiro afirmou que todos na seleção sentiram muito o corte do atleta, mas, segundo ele, uma atitude precisava ser tomada. “Os jogadores sentiram muito, afinal a maioria foi campeão do mundo (em 2002) juntos. Ele é um atleta iluminado, que vai fazer muita falta. Mas não podíamos ficar na duvida”, afirmou.

Segundo o técnico, a comissão técnica só tomou conhecimento dos problemas de Edmílson após o amistoso contra o FC Lucerna. “Ele manifestou sua dor após o jogo. Passou por uma ressonância e com base no diagnóstico do Dr. Runco, nós optamos por chamar outro atleta”.

Parreira afirmou que os tropeços dos principais adversários do Brasil para a conquista do título Mundial em amistosos não representam um mau momento dessas equipes. “A gente não pode fazer nenhum julgamento com base nos amistosos”, disse o treinador, que acredita que na Copa as coisas são diferentes. “As grandes equipes se impõe pela tradição e pela camisa quando a coisa estiver valendo. Mas, as seleções emergentes, como Japão, Estados Unidos, Arábia Saudita, vão dar muito trabalho”.

Porém, quanto mais informações a seleção tiver de seus adversários é melhor e, por isso, a comissão técnica mantém “espiões” nos amistosos dos adversários. “Nós temos gente em todos. No jogo do Japão, da Croácia. E vai ter gente acompanhando sempre. Nós recebemos relatórios com informações das equipes”, revelou Parreira.

O treinador negou o fato de os atletas terem abusado durante a folga recebida na noite desta quarta-feira. “na folga cada um faz o que quer. É só respeitar a hora determinada para voltar. Não tem porque me preocupar. Os jogadores se comportaram”, disse Parreira.

Diante das declarações dadas por Pelé, que disse que a seleção atual é desorganizada e que o time que venceu a Copa de 1970 levaria a melhor se um confronto fosse possível, o técnico Parreira evitou comparações. “Eu tenho dificuldades de comparar épocas. 36 anos fazem muita diferença. Fico feliz que o Pelé consiga”, ironizou o treinador.

Fonte: site da Federação Paulista