Parreira descarta revanche e francês diz que não teme ninguém - WSCOM

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Brasil & Mundo

28/06/2006


Parreira descarta revanche e francês

O volante Patrick Vieira disse que França não tem motivos para ter medo de enfrentar o Brasil pelas quartas-de-final da Copa do Mundo após ter eliminado a Espanha nessa terça-feira com uma vitória por 3 x 1. Parreira, por sua vez, elogia França, descarta revanche e prevê jogo bonito.

A França repetirá o confronto da final da Copa de 1998. Naquela oportunidade, os franceses venceram os brasileiros por 3 x 0 e conquistaram o primeiro e único título mundial de sua história. Vieira, que era reserva da equipe, entrou no jogo no final.

“Depois desse jogo de hoje (terça-feira) nós não devemos temer ninguém”, disse Vieira aos jornalistas.

“E agora enfrentar o Brasil será fantástico porque eles estão bem melhores em relação ao time da última Copa”, disse Vieira sobre a equipe que ganhou o torneio em 2002.

“Eu também lembro quando entrei em campo quando faltavam 15 minutos para terminar aquela final de 1998 e eu participei um pouco do lance do terceiro gol, marcado pelo (Emmanuel) Petit. Foi algo fantástico.”

Vieira, que completou 30 anos de idade marcando um dos gols da vitória sobre Togo por 2 x 0, sexta-feira, marcou seu segundo gol na Copa do Mundo contra a Espanha. O volante também foi eleito pelo segundo jogo consecutivo como o melhor jogador em campo.

Vieira deu o passe para o gol de empate francês de Franck Ribery na partida contra a Espanha e marcou o segundo gol do jogo, que garantiu a virada no marcador. Zinedine Zidane fez o terceiro.

“O gol antes do intervalo foi muito importante psicologicamente. Durante o segundo tempo, nós tentamos controlar o jogo e esperamos por nossas chances”, disse Vieira.

França garantiu a vaga nas quartas-de-final depois de uma primeira fase medíocre, quando empatou com a Suíça em 0 x 0, com a Coréia do Sul e 1 x 1 e venceu Togo por 2 x 0.

“Mas essa vitória (sobre a Espanha) foi fantástica. Nós vencemos um time muito forte. Nós estamos melhorando dentro da competição. Fomos fortes na defesa e no meio-de-campo, nunca entramos em pânico.” “Nosso objetivo é chegar longe. Nós não estamos lá ainda, mas tenho certeza de que podemos jogar melhor.”

O trabalho de técnico da seleção brasileira não se resume somente a escolher seus 11 favoritos e colocá-los em campo com a camisa verde e amarela.

Inclui, além de árduos treinos táticos e técnicos, a obrigação de observar e analisar prováveis adversários.

Experiente e estudado no assunto, o técnico Carlos Alberto Parreira não deixou por menos e acompanhou atentamente os passos de franceses e espanhóis no duelo de terça-feira, em Hannover, e fez uma análise interessante sobre o próximo rival do Brasil na luta pelo hexa.

“Gostei do jogo, foi bonito, de bom futebol. A França mostrou que cresceu de produção em um momento importante da competição, em que todo jogo é decisivo. Mereceu a vitória, pois jogou melhor”, declarou o treinador, em entrevista ao site oficial da CBF.

Para Parreira, a mudança promovida pelo treinador Raymond Domenech em relação à equipe que atuou contra Togo foi fundamental para a vitória e a melhora do futebol francês. “Ele tirou um ponta-de-lança, reforçou o meio-campo e o time ficou muito rápido, saía sempre em velocidade para o ataque. A França jogou muito bem”, repetiu.

O técnico não acredita que o time brasileiro entrará em campo com sentimento de vingança pela perda do título de 1998 para o rival na Copa disputada em território francês, mas espera uma partida muito bem disputada tanto no aspecto técnico quanto tático.

“Brasil e França é um clássico do futebol mundial e tem tudo para ser um grande jogo, mas não existe clima de revanche, aqui não se pensa nisso. Vamos jogar contra a França outra partida decisiva, como foi a de Gana”, concluiu.

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