Paraíba começa a sentir sérios efeitos com greve dos caminhoneiros - WSCOM

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Política

29/05/2018


Paraíba começa a sentir sérios efeitos com greve dos caminhoneiros

A maior preocupação, segundo Tota, é com os serviços de saúde, principalmente nas questões de transferências de pacientes para centros maiores

Foto: autor desconhecido.

O presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes, afirmou nessa segunda-feira (28) que a greve dos caminhoneiros está deixando cidades da Paraíba em colapso. Os efeitos do desabastecimento vêm afetando serviços de saúde, educação e limpeza urbana principalmente. Pelo menos 80% das cidades não têm combustível nos postos.

A maior preocupação, segundo Tota, é com os serviços de saúde, principalmente nas questões de transferências de pacientes para centros maiores. O presidente descreve que, como nas cidades de interior não têm serviços de saúde de emergência ou de tratamentos específicos, a viagem para polos maiores está impossibilitada por falta de combustível.

As consultas para tratamento de oncologia que são realizados em João Pessoa também inquieta prefeitos das cidades que lamentam sobre pacientes que estão sem acompanhamento devido a falta de gasolina nos transportes públicos que fazem o deslocamento.

“O que nos preocupa são os serviços de saúde principalmente as transferências de pacientes para hospitais de referência que viajam de ambulância ou no carro da prefeitura. Algumas especialidades só fazem atendimentos nos grandes centros como João Pessoa e esses pacientes não estão podendo ir porque não tem combustível”, lamentou.

O presidente da Famup afirmou que as cidades estão desertas e sem movimento. “Tudo parado, parecendo um deserto. Ele lamentou a situação e disse que a Federação vem dando apoio aos municípios, acompanhando  os desdobramentos das negociações com o Governo. “Queremos uma solução urgente porque a greve mexe com a vida de todo mundo”, destacou Tota.

A greve afeta também os pequenos produtores e agricultores do interior. Em Pedra Lavrada, produtores de leite tiveram que distribuir o produto com a população para não ‘jogar fora’ o conteúdo que iria para a indústria de laticínio.

“Sem combustível ficou inviável levar o produto até as empresas e indústrias. O leite foi coletado mas não pode ser entregue ao seu destino, prejudicando economicamente os produtores de leite de Pedra Lavrada”, relatou o presidente da FamupP alertando que se a greve continuar os prejuízos serão incalculáveis, principalmente pela questão da lei da oferta e da procura.

Portal Correio