Para procuradora, depoimentos do caso BNDES continuam contraditórios - WSCOM

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Brasil & Mundo

31/05/2008


Para procuradora, depoimentos do caso

Os interrogatórios à Justiça Federal de quatro dos envolvidos no esquema de desvios de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não ajudaram a progredir com as investigações sobre o caso, afirmou nesta sexta-feira a procuradora Adriana Scordamaglia, responsável pela denúncia contra os investigados.

“Eles [os réus] deixaram de responder muitas perguntas […]. Continuaram a ser contraditórios com todo o corpo de interrogatórios que nós já tivemos”, disse Scordamaglia, sem dar detalhes sobre o teor do que foi falado. O processo está em segredo de Justiça.

Segundo ela, as respostas apenas ajudaram a confirmar o que já consta nas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal.

Nesta sexta-feira estava marcado o interrogatório de seis dos 13 acusados no caso. No entanto, a Justiça decidiu adiar para o próximo dia 9 os depoimentos do coronel reformado da Polícia Militar Wilson de Barros Consani Júnior e de Boris Bitelman Timoner.

Ao fim dos interrogatórios de hoje, Consani Júnior afirmou que irá explicar todas as denúncias contra ele logo após ser ouvido pela Justiça.

Acusado de supostamente ter avisado o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, sobre a operação Santa Tereza, da Polícia Federal, deflagrada no dia 24 de abril, o coronel apenas afirmou ter um motivo “documentado inclusive”. “Vocês vão entender porque eu avisei”, disse Consani Júnior.

Também foram ouvidos nesta sexta-feira o advogado Ricardo Tosto, sócio de um dos principais escritórios de advocacia do Brasil, Celso de Jesus Murad, e os irmãos Washington Domingos Napolitano e Edson Luís Napolitano. Segundo a PF, os três últimos gerenciavam a casa de prostituição W.E, apontada como principal sede do esquema.

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