Para Ney, CPMI deve retomar investigações nos Correios - WSCOM

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Política

18/08/2005


Para Ney, CPMI deve retomar

O líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna, disse nesta quinta-feira que a CPMI dos Correios teve um papel importante no Congresso Nacional por ter aberto um leque de assuntos a serem investigados, facilitando assim a apuração da Compra de Votos. Suassuna acredita que agora, a CPMI dos Correios deverá “voltar aos trilhos” e investigar a corrupção nos Correios.

Ontem a CPMI dos Correios aprovou requerimentos propondo que todas as oitivas relacionadas à compra de votos, bem como a quebra de sigilo dos envolvidos, sejam encaminhadas a CPMI do Mensalão. “Assim poderemos retomar as investigações para a corrupção nos correios, o real motivo que gerou a criação da Comissão”, disse Suassuna.

Quanto ao comportamento da oposição, o líder peemedebista acredita que “nem a oposição, nem o governo querem o tombamento do presidente Lula. Nós estamos a 14, 15 meses da eleição. O tombamento dele seria uma catástrofe, uma confusão muito grande. E ninguém quer isso”.

Na avaliação de Suassuna até o momento não há qualquer indicação de que presidente Lula tenha tido qualquer envolvimento nas denuncias que estão sendo investigadas. “Não há clima para pizza e já estamos vendo os resultados das primeiras investigações. No Executivo mais de 40 pessoas já foram afastadas dos seus respectivos cargos desde que surgiram as primeiras denuncias. No Legislativo outras 20 parlamentares já estão sendo investigados. A gente tenta o mais rápido possível separar o joio do trigo, mas não é fácil porque tem o envolvimento de quase todos os partidos”, lamentou.

O senador acredita que dentro de dois meses haverá uma finalização das investigações no Congresso e os trabalhos legislativos retomem a rotina do Congresso Nacional.

Suassuna entende que “a intensidade das acusações está reduzindo porque estão se exaurindo as testemunhas. Todo mundo praticamente já falou. Mas o aprofundamento das investigações é que vai fazer tomar mais 1 a 2 meses do tempo do Congresso”.

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