Países aliados se reúnem para aumentar pressão sobre Gaddafi - WSCOM

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Internacional

13/04/2011


Países aliados se reúnem contra Gaddafi

Líbia

Foto: autor desconhecido.

Representantes de um grupo de contato formado por nações que se opõem ao regime do coronel Muammar Gaddafi, na Líbia, se reúnem nesta quarta-feira (13) em Doha, no Catar, para discutir maneiras de intensificar a pressão sobre o líder líbio.

A reunião tentará destravar a discussão sobre se a Otan, a aliança ocidental que coordena os bombardeios contra o regime na Líbia, deve ou não elevar a pressão para forçar a queda de Gaddafi.

O encontro também está sendo descrito como a jogada diplomática mais ambiciosa dos rebeldes, que participarão da reunião.

O grupo de contato foi criado na conferência ministerial sobre a Líbia realizada em Londres no dia 29 de março, e é formado por potências militares europeias, os Estados Unidos, aliados do Oriente Médio e diversas organizações internacionais.

O repórter de diplomacia da BBC James Robbins disse que a reunião tentará avançar em três frentes.

A primeira é tentar alcançar ainda nesta quarta-feira um texto pedindo a saída imediata do líder líbio, sem nenhuma espécie de passagem de comando para os seus filhos. Quando foi criado, o grupo se limitou a dizer que Gaddafi havia perdido legitimidade.

A segunda, que diz respeito ao futuro, é como reforçar a oposição líbia para criar uma alternativa viável ao atual regime.

A terceira é a possibilidade de criar um fundo internacional para receber doações de recursos internacionais para apoiar diretamente as cidades líbias comandadas pelos rebeldes.

Impasse

Até agora, os ataques da Otan contra a Líbia não conseguiram reverter a vantagem bélica do regime de Gaddafi contra os rebeldes.

Para mudar esse equilíbrio de forças, o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, um dos coordenadores da reunião, pediu que outros países, inclusive árabes, forneçam aeronaves para incrementar os ataques aéreos da Otan.

Ele negou que o conflito na Líbia tenha chegado a um "impasse militar" entre as forças dos dois lados, e disse que a aliança internacional endurecerá os ataques se o regime líbio aumentar a violência contra áreas civis.

– Na última semana, disponibilizamos forças adicionais e pedimos que outros países façam o mesmo.

Hague acrescentou que as ações da aliança dependem "fundamentalmente do comportamento do regime".

– O que no momento pode parecer um impasse militar não é um impasse no mundo da diplomacia e das sanções, para o isolamento do regime e, espero, o reconhecimento de que talvez o regime não tenha futuro no longo prazo.

Dentro da Otan, as avaliações das ações da Otan divergem.

Para o brigadeiro holandês Mark Van Uhm, que comanda as operações, a aliança está fazendo um "bom trabalho com os recursos que tem".

O general disse que a ofensiva aérea conseguiu estabelecer uma zona de exclusão aérea para o regime de Gaddafi, colocar em vigor um embargo a armas e proteger a população civil.

Já o Reino Unido e a França têm expressado sua insatisfação com a intensidade da ação da Otan, e liderado um movimento para convencer outros países a fornecer mais aeronaves de combate para a ação na Líbia.

Do ponto de vista humanitário, a preocupação maior é com a situação na cidade de Misrata, no oeste da Líbia, palco há seis semanas de um cerco que, segundo grupos de direitos humanos, está levando à falta de alimentos e medicamentos.

A cidade tem sido alvo de ataques renovados por parte do regime líbio.

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