Orquestra Sinfônica da Paraíba executa composições de dois brasileiros em concerto nesta quinta-feira - WSCOM

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Música

06/06/2018


Orquestra Sinfônica da Paraíba executa composições de dois brasileiros em concerto nesta quinta-feira

Foto: autor desconhecido.

Músicas de dois compositores brasileiros abrem o concerto que a Orquestra Sinfônica da Paraíba apresenta, nesta quinta-feira (7), com regência do maestro Marcos Arakaki, que foi regente titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba no período de 2007 a 2010. Os compositores Edino Krieger e Eli-Eri Moura vão prestigiar a apresentação, que terá a participação, como solistas, dos músicos Ulisses Silva e Nilson Galvão. O 6º Concerto Oficial da Temporada 2018 da sinfônica paraibana começa às 20h30, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. Os ingressos custam R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).

A noite de concerto inicia com a execução de “Abertura Brasileira”, de Edino Krieger compositor brasileiro que nasceu em Brusque, Santa Catarina, em 1928, e foi um dos criadores das bienais de música contemporânea e da Orquestra Sinfônica Nacional.

Em seguida, ao lado do violista Ulisses Silva e do violoncelista Nilson Galvão, os músicos da OSPB executam “Armorialis – Concerto Duplo para Viola e Violoncelo (Romance, Incelença, Desafio)”, de Eli-Eri Moura, nascido em Campina Grande (PB), em 1961, professor da Universidade Federal da Paraíba e idealizador e fundador  do Laboratório de Composição Musical da UFPB, o Compomus. A noite será encerrada com a execução da “Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op. 92 (Poco sortenuto – Vivace, Allegretto, Presto – assai meno presto, Allegro con brio)”, do compositor alemão Ludwig Van Beethoven (1770 – 1827).

“Vai ser um concerto muito especial porque a gente vai contar com a presença do Egino Krieger, um dos compositores mais importantes da história da música brasileira”, disse o maestro Marcos Arakaki. “Ele completou 90 anos este ano e tem uma carreira linda. Foi presidente da Academia Brasileira de Música, foi diretor da Funarte e criou a Bienal de Música Contemporânea. Um músico superimportante. A gente vai tocar dele a Suíte Brasileira”, completou.

“Depois, vamos tocar uma música do Eli-Eri Moura, que é o Concerto Armorialis, para viola e violoncelo”, continuou o maestro. “Sobretudo viola é um instrumento um pouco mais difícil da gente ver obra como solista, então vai ser um grande prazer tocar com Ulisses Silva e Nilson Galvão. O professor Eli-Eri, assim como Egino, são dois compositores vivos, então eu acho que esse concerto tem essa peculiaridade na primeira parte de contar com obras de dois compositores presentes no concerto”.

Marcos Arakaki destaca ainda a última obra executada nessa apresentação da OSPB. “A gente vai encerrar o concerto com a sétima sinfonia de Beethoven. Beethoven foi um compositor revolucionário no campo das sinfonias, um compositor transacional entre o período clássico e o período romântico. Então fazer a sétima sinfonia para completar o concerto vai ser uma grande alegria. Para mim em especial, que fui maestro titular da Sinfônica entre 2007 e 2010, é sempre uma grande alegria poder voltar para João Pessoa e fazer esse concerto, rever tantos amigos. Eu fico muitíssimo feliz com o convite do Márcio e do Durier, de poder fazer esse concerto com a orquestra, pela qual eu tenho um grande carinho, grande gratidão”, finalizou.

O violoncelista Nilson Galvão disse que esse concerto é mais uma oportunidade que ele tem de aprofundar ainda mais a conexão com a Paraíba. “Essa é a segunda vez que atuo como solista à frente da OSPB, e a terceira vez em colaboração com a orquestra. E dessa vez estaremos juntos com Ulisses Silva, que é um grande violista e professor da UFPB, e com o maestro Marcos Arakaki, que conheci em 2006”.

“Armorialis, composta pelo professor. Eli-Eri Moura, é uma obra que conheci quando fiz parte do quadro de músicos da OSPB em 2015 e toquei a parte de acompanhamento da orquestra. Agora, na posição de solista, tenho uma outra perspectiva da obra. Essa será mais uma oportunidade do público paraibano poder prestigiar essa obra que tem a cara e o som do Nordeste”, observou o músico.

Ulisses Silva compartilha da mesma alegria em participar deste concerto. “Eu estou muito grato por receber esse convite do maestro Durier e da Orquestra Sinfônica da Paraíba como um todo. Já fiz algumas apresentações, tocando no naipe de violas, e também como solista em 2015 na orquestra. E dessa vez é mais especial ainda porque nós vamos apresentar uma obra do compositor paraibano, que é meu colega de trabalho na UFPB, professor Eli-Eri Moura. Para mim, é uma grande honra conseguir juntar tantos grandes nomes, a Orquestra Sinfônica da Paraíba, o professor Eli-Eri, esse violoncelista magnífico que é Nilson Galvão e o regente convidado desse concerto, que é o maestro Marcos Arakaki. Vai ser uma reunião de grandes amigos, de pessoas muito competentes, muito talentosas”.

“A obra Armorialis faz um retrato, traz elementos, sonoridades desse movimento tão importante, o movimento Armorial. Eu acho que o compositor consegue combinar isso muito bem com uma sonoridade sinfônica, orquestral, tendo a viola e o violoncelo como solistas. A obra mistura momentos de rara beleza, lentos, de uma leveza, de um toque muito impressionante, com movimentos rápidos de desafio, quase que do improviso nos dois instrumentos. É uma obra belíssima, sem dúvida uma grande adição ao repertório da viola e do violoncelo”, observou o violista.

Marcos Arakaki – regente convidado

A trajetória artística de Marcos Arakaki é marcada por prêmios, a exemplo do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes, promovido pela Orquestra Petrobrás Sinfônica em 2001, no Rio de Janeiro e do Prêmio Camargo Guarnieri, concedido pelo Festival Internacional de Campos do Jordão em 2009, ambos como primeiro colocado. Foi também semifinalista no 3º Concurso Internacional Eduardo Mata realizado na cidade do México em 2007.

Arakaki dirigiu as mais importantes orquestras brasileiras e de outros países, como a Orquestra Filarmônica de Buenos Aires, a Orquestra Sinfônica de Xalapa, a Orquestra Filarmônica de Universidade Autônoma do México, a Kharkiv Philharmonic na Ucrânia e a Boshlav Martinu Philharmonic na Republica Tcheca.

Colaborou por quatro temporadas (2007-2010) com a Orquestra Sinfônica Brasileira, como regente assistente, realizando diversas turnês nacionais e a gravação da trilha sonora para o filme Nosso Lar, composta por Philip Glass. Foi regente titular da OSB Jovem (2008-2010) e fez as estreias mundiais de mais de 50 obras para orquestra, além de ser um grande defensor da música brasileira de concerto, tendo regido mais de 160 obras de compositores brasileiros.

Natural de São Paulo, concluiu sua graduação em música pela Unesp – Universidade Estadual Paulista. Em 2004 concluiu o mestrado em regência orquestral pela University of Massachusetts. Participou do Aspen Music Festival and School (2005) recebendo orientações de David Zinman na American Academy of Conducting em Aspen nos Estados Unidos, além de masterclasses com os maestros Kurt Masur, Charles Dutoit, Sir Neville Marriner dentre outros.

Ao longo dos últimos dez anos, contribuiu na formação de novas plateias e difusão da música de concertos em mais de 70 cidades brasileiras, através de turnês e concertos em praças, parques e concertos didáticos. Paralelamente, tem desenvolvido intensa atividade como coordenador pedagógico, professor e palestrante em diversos projetos culturais e em conceituadas instituições tais como: Casa do Saber – Rio de Janeiro, Furnas – Jovens Talentos, Música na Estrada, Universidade Federal da Paraíba, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal de Roraima e em diversos conservatórios brasileiros.

Possui uma estreita relação com a Paraíba. Foi regente titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba (2007-2010) e professor visitante da Universidade Federal da Paraíba por dois anos, contribuindo para a consolidação da Orquestra Sinfônica da UFPB entre 2013 e 2015.

Ulisses Silva – solista (viola)

Professor de Viola da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ulisses Silva, natural de São Paulo, graduou-se pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e deu sequência aos seus estudos nos EUA, concluindo o mestrado com distinção pela The University of New Mexico e o doutorado pela The University of Georgia. Durante seus anos na Unesp foi membro da Camerata da Unesp, atuando como chefe de naipe e solista da orquestra. Em 2001 foi o vencedor do Concurso Jovens Instrumentistas de Piracicaba em São Paulo. Durante seu mestrado atuou como violista na The New Mexico Symphony por dois anos, foi chefe de naipe da The University of New Mexico Symphony Orchestra e venceu o Concerto Competition da instituição.

Neste mesmo ano iniciou seu doutorado em viola na Geórgia, onde foi professor assistente da classe de viola por um ano e membro fundador do Hugh Hodgson String Quartet. Desenvolve uma carreira extensiva no âmbito acadêmico e da performance. Participou como professor de diversos festivais tanto nos EUA como na América do Sul. Tocou e foi chefe de naipe de diversas orquestras nos EUA, atuando ainda como solista. Após concluir seu doutorado deu aulas de viola e música de câmera na Reinhardt University nos EUA.

É sócio-fundador da Abrav (Associação Brasileira de Violistas) e organizou o 1º Encontro Nacional de Violistas em João Pessoa (PB) em 2015. Atualmente, além das atividades como professor do Departamento de Música da UFPB, é, desde agosto de 2016, integrante do Quinteto da Paraíba e vem se apresentando com o grupo em diversas salas pelo Brasil.

 

Nilson Galvão – solista (violoncelo)

O músico é natural de Recife (PE). Em 1988 iniciou os estudos de música no Conservatório Pernambucano de Música e também seus estudos de violoncelo. Em 1997 concluiu o curso de música/violoncelo do Conservatório, e logo ingressou no curso de bacharelado em música da UFPB. É bacharel e mestre em violoncelo pela universidade de Campbellsville-EUA. Também ganhou prêmios no Brasil e no exterior. Em 2007 concluiu também mestrado em direção de orquestra pela Universidade de Louisville-EUA, e é doutorando em regência orquestral pela Universidade Northwestern.

Como regente, atuou principalmente como regente assistente do maestro Jorge Mester junto a Orquestra Sinfônica de Louisville, tendo a responsabilidade de dirigir concertos didáticos e familiares. Academicamente, atua ensinando música nas áreas de filosofia e psicologia, e tem como especialidade tratar do caráter semântico da música. Recentemente iniciou estudos, junto à Secretaria de Patrimônio e Cultura, da música nas manifestações culturais de Pernambuco e em 2012 participou pela primeira vez, como jurado dos desfiles das agremiações do Recife.

Em 2013 ingressou no renomado grupo instrumental paraibano Quinteto da Paraíba,  onde desenvolve trabalho como violoncelista do grupo. No ano de 2014, assumiu a direção artística/musical do projeto social Orquestra Criança Cidadã sediado na cidade do Recife (PE).

Serviço

6º Concerto Oficial da Temporada 2018 da Orquestra Sinfônica da Paraíba

Regente: Marcos Arakaki

Solistas: Ulisses Silva e Nilson Galvão

Dia: 07/06/2018 (quinta-feira)

Hora: 20h30

Local: Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural, João Pessoa

Ingresso: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia)

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