Oposição denuncia 'fraude' em eleição na Bielorússia - WSCOM

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Internacional

19/03/2006


Oposição denuncia 'fraude' em eleição

Eleitores na Bielorússia (ou Belarus) votam, neste domingo, em eleições presidenciais em meio a denúncias de fraude pela oposição, que convocou um protesto contra as supostas irregularidades para a noite deste domingo.

O presidente e candidato Alexander Lukashenko, aliado próximo da Rússia, disputa com outros quatro um terceiro mandato.

Antes do início da votação deste domingo, grupos de simpatizantes da oposição foram presos e observadores internacionais, proibidos de atuar.

Autoridades da ex-república soviética, por sua vez, acusam países estrangeiros de tentar interferir na polícia interna do país, apoiando candidatos da oposição.

A manifestação convocada pela oposição está marcada para ocorrer após o fechamento das urnas, previsto para às 20h (hora local), 15h (hora de Brasília).

O presidente já alertou que não vai tolerar nenhuma tentativa de “golpe” e que vai “quebrar o pescoço” de qualquer um que tente tomar o poder.

A polícia disse que manifestantes que estiverem “tentando desestabilizar a situação” vão ser tratados como terroristas e podem ter que enfrentar a pena de morte.

Um porta-voz do Comitê Helsinki, uma organização de direitos humanos, disse à BBC que as ameaças do governo bielorusso contra a oposição podem ser um sinal de que haverá violência durante os protestos.

“Nós tivemos declarações semelhantes em outras eleições, mas estas são mais fortes. Talvez, isso seja um sinal de que devemos esperar violência na noite de domingo”, disse o porta-voz Dzmitry Markusheuski.

O principal candidato da oposição, Alexander Milinkevich, disse que irregularidades devem manter o presidente no poder com 70% dos votos.

“Eu esperava que a campanha fosse ser injusta e desonesta, mas não esperava algo tão escandaloso”, disse o candidato.

“Nós vamos à praça dizer: Não à falsificação, não às mentiras. Temos esse direito, não?”, acrescentou Milinkevich.

Alexander Kozulin, outro candidato da oposição, disse, durante uma passeata na sexta-feira, que chegou a hora de “a Bielorússia acordar e sacudir sua ditadura facista”.

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