Operação ‘Calvário': Governo da PB alega controle rigoroso sob o contrato da Cruz Vermelha na gestão do Trauma - WSCOM

menu

Paraíba

14/12/2018


Operação ‘Calvário’: Governo da PB alega controle rigoroso sob o contrato da Cruz Vermelha na gestão do Trauma

Foto: autor desconhecido.

O Governo da Paraíba se manifestou a respeito da operação “Calvário”, desencadeada, nesta sexta-feira (14), por órgãos do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ -Gaecc/RJ), da Paraíba (MPPB/Gaeco) e de Goiás (MPGO-Gaeco). Trata-se de um esforço investigativo no qual foi possível identificar inúmeras condutas delituosas praticadas no âmbito de organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira – filial do Rio Grande do Sul, dentre outros organismos não-governamentais.

O Governo da Paraíba alega, em nota, que o contrato estabelecido com a Cruz Vermelha, através da Secretaria de Estado da Saúde, para gerenciamento do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, “segue rigoroso e permanente controle de órgãos internos e externos, e os serviços executados tem sido responsáveis pela qualificação e melhoria do atendimento à população, resultando em reconhecimento de órgãos nacionais de saúde.

Confira a nota na íntegra:

 

Quanto à Operação Calvário, o Governo da Paraíba informa que não responde a processo ou acusação alguma a respeito da atuação da Cruz Vermelha no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. E nem muito menos pode ser associado a processos que supostamente envolvam a entidade em outros estados da federação. Sendo tal atitude uma exploração irresponsável. O contrato da Secretaria de Saúde do Estado com a Cruz Vermelha para gestão do Trauma de João Pessoa segue rigoroso e permanente controle de órgãos internos e externos, e os serviços executados tem sido responsáveis pela qualificação e melhoria do atendimento à população, resultando em reconhecimento de órgãos nacionais de saúde.

 

No mais, a Procuradoria Geral do Estado estará atenta para acionar os meios judiciais diante de qualquer uso ou exploração indevida do nome do governador Ricardo Coutinho e do governo do Estado sem o mínimo elemento concreto sequer a respeito do assunto”.


Entenda

Conforme apurado no curso das investigações, a organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira é comandada por um ex-dirigente de uma empresa (Daniel Gomes da Silva, da  Toesa Service S/A), que já possui anterior condenação criminal em primeira instância, pelo crime de peculato, em razão de sua empresa ter sido contratada por valores superfaturados para o serviço de manutenção de ambulâncias à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Processo nº 001664696.2012.4.02.5101).

 

Segundo a investigação, operando sob a denominação e o CNPJ destas entidades não-governamentais, a organização criminosa comandada pelo investigado obteve acesso a mais de R$ 1,1 bilhão em recursos públicos, para a gestão de unidades de saúde em outras unidades da Federação. Além de desviar recursos públicos, a organização criminosa ainda se apropriou indevidamente de recursos privados que haviam sido confiados à Cruz Vermelha Brasileira – órgão central (posteriormente sucedida pela filial da CVB no Estado de Sergipe) pela empresa multinacional Hydro Alunorte3, para gestão de projeto de recuperação de acidente ambiental ocorrido no Município de Barcarena, no Estado do Pará.

 

De acordo com os órgãos do MP, por intermédio desses mecanismos, foram desviados milhões em recursos públicos da saúde, no período entre julho de 2011 até agora, sendo certo que tal estimativa é muito inferior ao valor real do dano causado ao patrimônio público, dado que somente foram computadas as despesas da CVB-RS com uma pequena parcela de fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do Município e do Estado do Rio de Janeiro, notadamente não alcançando os desvios de recursos públicos decorrentes da atuação da organização criminosa no Estado da Paraíba, onde a mesma vem auferindo centenas de milhões de reais, desde o ano de 2011.


Por Redação / Portal WSCOM