OPERAÇÃO CALVÁRIO: Cartaxo diz que coligação pode entrar com pedido de impugnação das eleições para governador - WSCOM

menu

Política

11/03/2019


OPERAÇÃO CALVÁRIO: Cartaxo diz que coligação pode entrar com pedido de impugnação das eleições para governador

De acordo com o prefeito, o departamento jurídico da coligação que disputou as eleições estaduais está acompanhando o caso de perto.

Na imagem, o prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo

Por Edney Oliveira / Portal WSCOM

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), em entrevista na manhã desta segunda-feira (11), comentou a respeito dos desdobramentos que envolvem a prisão do ex-assessor da Secretaria de Estado da Administração, Leandro Nunes.

 

De acordo com o prefeito, o departamento jurídico da coligação Força da Esperança, que disputou as eleições, está acompanhando as investigações de perto e, em caso de qualquer irregularidade encontrada, é possível a mesma entrar com um pedido de impugnação da campanha do atual governador, João Azevêdo (PSB).

 

“Nós estamos monitorando, acompanhando de perto essas declarações divulgadas pelo Ministério Público e vamos fazer, com a maior tranquilidade possível. É claro que a nossa coligação tem o departamento jurídico que acompanhou todo o processo eleitoral e vai estar atento a tudo isso. Vamos deixar o Ministério Público avançar nas investigações e prudentemente​ vamos tomar as nossas decisões. Mas, é claro que o jurídico da campanha e da coligação, como um todo, está acompanhando todo esse processo”, frisou.

 

LEIA MAIS: “Não se pode julgar, nem condenar por antecipação”, diz João sobre a Operação Calvário

ENTENDA

Foi deflagrada no início do mês de fevereiro pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp) a segunda fase da Operação Calvário. 

 

O objetivo desta fase foi cumprir mandados de prisão preventiva contra Leandro Nunes Azevedo. A decisão foi do desembargador do Tribunal de Justiça, Ricardo Vital, presidente da Câmara Criminal.

 

LEIA MAIS: Justiça solta ex-assessor da Secretaria de Administração do Estado, Leandro Nunes


Conforme informações do Gaeco, a operação investiga uma organização criminosa, comandada por Daniel Gomes da Silva, que é responsável por desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro, peculato através de contratos firmados junto a unidades de saúde do Estado, na ordem de R$ 1,1 bilhão.

 

Os mandados estão sendo cumpridos pelo Gaeco/MPPB com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Rio de Janeiro em João Pessoa, Conde e Rio de Janeiro.

LEIA MAIS:Defesa de Livânia Farias repudia ‘acusações infundadas’ e informação sobre compra de imóvel com recursos ilícitos