Oitenta por cento das mulheres com mais de 50 anos têm carência de vitamina D - WSCOM

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Saúde

19/04/2011


80% das mulheres carentes de vitamina D

Nutrição

Foto: autor desconhecido.

Embora o ginecologista tenha como responsabilidade tratar do sistema reprodutor feminino, na maioria das vezes ele exerce um papel ainda maior. Segundo César Eduardo Fernandes, professor da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), frequentemente esse profissional é eleito pelas pacientes para cuidar de sua saúde geral. Por essa razão, o médico lembrou durante a conferência “Como selecionar as pacientes de risco para fratura osteoporótica e como tratar” – realizada na última sexta-feira, 8, durante evento promovido pela Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ) e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) – que é importante que o ginecologista entenda a osteoporose para prestar uma atenção primária melhor à paciente.

 

Atualmente, segundo César, a densitometria tem sido amplamente usada como critério diagnóstico para definir quando tratar ou não tratar um paciente. Entretanto, durante a apresentação ele resgatou a importância da avaliação clínica e dos fatores que podem ser utilizados para avaliar o risco de uma mulher apresentar uma fratura osteoporótica.

 

Segundo o especialista, após alguns anos de estudo o médico John Kanis, da University of Sheffield, na Inglaterra, e colegas desenvolveram, a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma ferramenta capaz de avaliar o risco de fratura. Trata-se do FRAX®. “Essa ferramenta permite que o cálculo seja feito para um indivíduo de diferentes populações, por exemplo, branco, negro, latino”, disse Cesar. Diferentes países criaram versões da ferramenta para suas populações, entretanto, o médico explicou que no Brasil não se utiliza a ferramenta, pois a heterogeneidade étnica da população torna difícil uma simplificação em categorias.

 

Porém, ele explicou que os parâmetros utilizados no FRAX® podem ser levados em conta em brasileiros para avaliar seu risco de fratura osteoporótica. Dentre eles, estão: idade, sexo, relação de peso/altura, tabagismo, alcoolismo, densidade do colo femoral, fratura prévia, história familiar de fratura de quadril, uso de glicocorticóides, artrite reumatóide, oesteoporose secundária.

 

A OMS recomenda, segundo César, que um paciente com osteopenia seja tratado farmacologicamente quando apresentar uma probabilidade de fratura de quadril maior que 3% e de fratura osteoporótica acima de 20%.

 

Os tratamentos, segundo o médico, usam em geral complementação de cálcio (Ca +2) e vitamina D. César lembra que “cerca de 80% das mulheres acima de 50 anos apresentam deficiência de vitamina D”.

 

Dentre os medicamentos mais usados, ele destacou o ranelato de estrôncio e os bisfosfonatos. Segundo o médico, estudos têm mostrado que ambas as terapias são capazes de aumentar a densidade mineral óssea dos pacientes.

 

O Congresso de Ginecologia realizado no Centro de Convenções SulAmérica, no Centro do Rio de Janeiro, terminou no último sábado (9). Simultaneamente ao 35º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro, aconteceram o 17º Congresso de G&O da Região Sudeste da FEBRASGO, o 2º Congresso de Ultrassonografia em G&O da FEBRASGO e o Primeiro Fórum Estadual Multiprofissional de defesa profissional médica.

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