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Artes

14/05/2018


Obra de Accioly Neto é celebrada em disco que reúne Elba, Fagner, Almério e Baleiro

O tributo duplo vai apresentar 30 músicas em gravações inéditas feitas por 30 artistas

Foto: autor desconhecido.

Cantor cearense que sempre deu voz a compositores da nação musical nordestina, Raimundo Fagner contribuiu decisivamente para propagar a obra autoral do compositor pernambucano José Accioly Cavalcanti Neto (11 de julho de 1950, Goiana – PE / 29 de outubro de 2000, Recife – PE) além das fronteiras do Nordeste.

Por isso mesmo, Fagner teve a primazia de gravar anteontem música inédita do cantor e compositor – popularmente conhecido como Accioly Neto e visto acima na foto de capa de álbum de 1986 – no disco duplo que está sendo produzido no Recife (PE) em tributo ao autor dos sucessos Lembrança de um beijo (1994) e Espumas ao vento (1997), músicas registradas pelo cantor cearense nos álbuns Caboclo sonhador (1994) e Terral (1997).

Fagner pôs voz em Casa comigo, uma das músicas inéditas do tributo coordenado por Talitha Accioly – filha do artista morto há 18 anos – sob direção musical de André Macambira. Accioly Neto chegou a gravar Casa comigo para um álbum, mas acabou excluindo o fonograma desse disco.

O tributo duplo vai apresentar 30 músicas em gravações inéditas feitas por 30 artistas. Lembrança de um beijo, por exemplo, ganhou a voz de Elba Ramalho. Já Saudade da boa (1995) brotará no canto de Mariana Aydar, cantora apegada à música nordestina.

Reforçado na semana passada com a entrada de Paulo Diniz, cantor que vai gravar a inédita Um chopp e um coração na mão, o elenco mistura artistas já consagrados no Brasil e/ou no Nordeste – como Chico César, Flávio José, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Santanna e Zélia Duncan, além dos já citados – com nomes da nova geração, casos de Almério, Clayton Barros (integrante do Cordel do Fogo Encantado), Lucy Alves, Romero Ferro e Zé Manoel, entre outros.

Em evidência na cena pop pernambucana destes anos 2010, o cantor Almério, por exemplo, foi convidado para regravar, com arranjo de Juliano Holanda, a música Esse moleque não vai dar pra nada, composição lançada em 1981 na voz do próprio Accioly Neto.

Também cantor, com carreira fonográfica que ganhou impulso nas décadas de 1980 e 1990, Accioly Neto saiu precocemente de cena, aos 50 anos, vítima de aneurisma cerebral, mas deixou obra enraizada na memória afetiva da nação nordestina.

Pautado pelo romantismo sensual, o cancioneiro do compositor está sendo reavivado no álbum duplo com arranjos de Juliano Holanda, Renato Bandeira, Júlio César Mendes e do diretor musical André Macambira.

G1

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