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Paraíba

20/11/2018


Debate OAB/PB: Sheyner e Carlos Fábio priorizam críticas à gestão Paulo Maia, que defende legado

Candidatos à Presidência da OAB-PB apresentaram poucas ideias e priorizaram as críticas entre eles.

Foto: autor desconhecido.

Os três candidatos à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), participaram de uma entrevista conjunta promovida pela TV Arapuan, na noite desta segunda-feira (19). Na oportunidade, o atual presidente Paulo Maia e os advogados Sheyner Asfóra e Carlos Fábio Ismael, promoveram um debate acalorado, com discussões ásperas e severas críticas entre eles.

 

Devido ao acirramento no debate, em alguns momentos, o mediador Heron Cid chegou a pedir a formalização de um diálogo mínimo entre os candidatos. Os dois postulantes de oposição, Sheyner Asfóra e Carlos Fábio Ismael, aproveitaram os espaços que tiveram para centralizar críticas ao atual gestor, Paulo Maia.


Carlos Fábio


Em sua participação, o candidato Carlos Fábio, da Chapa 5, promoveu um balanço da sua gestão à frente da Caixa de Assistência dos Advogados (CAA). Ele destacou a eficiência financeira e a ampliação de serviços, como o Centro de Saúde, e a realização de novas obras e ações, a exemplo da criação do Centro de Bem-estar do Advogado; a construção do Centro de Convivência da Advocacia, com a compra de um terreno com recursos próprios do FIDA, com 40 vagas de estacionamento, espaço coworking e bem estar a poucos metros do fórum civil e criminal. “Essa eficiência da Caixa de Assistência vamos levar para a Ordem e resgatar a respeitabilidade que a OAB-PB perdeu”, finalizou.


Ao comentar sobre a morosidade da justiça, Carlos Fábio informou que a média para a conclusão de um processo é de 14 anos e lembrou que a comissão criada para debater o tema dentro da OAB não funciona. O candidato contestou a informação prestada por Paulo Maia de que a Comissão de Morosidade resolveu 80% dos casos que foram levados até ela. “Isso deve ter acontecido em outro Estado, mas aqui não”, disse.


O candidato ainda comentou sobre a baixa empregabilidade e da queda de oportunidades no mercado de trabalho para os profissionais da advocacia. Ele lamentou que hoje a OAB se preocupe apenas em “conceder carteiras” e praticamente jogar os advogados no mercado.


Carlos Fábio criticou a falta de discussão e a ausência da OAB-PB nos debates de interesse a sociedade. Ele lamentou que a atual gestão tenha se abstido de dialogar sobre a segurança pública, por exemplo. “Vivemos uma verdadeira crise de representatividade na OAB na Paraíba. É preciso que ela seja resgatada, porque a atual gestão acabou. A distância da sociedade é quilométrica. Infelizmente, nessa administração a OAB perdeu o status de protagonista. Nós iremos resgatar isso”, defendeu.


Sheyner Asfóra


O candidato da Chapa 2, Sheyner Asfóra, voltou a promover a defender à publicidade das contas da atual gestão da OAB-PB. Segundo ele, é preciso que as contas da Ordem se tornem públicas, a fim de revelar onde estão sendo implantados os recursos oriundos das anuidades pagas pelos advogados paraibanos. “A sociedade precisa saber disso, para que possamos abrir as contas, saber como está sendo empregado esse dinheiro da OAB-PB e para saber onde empregar os custos e investir corretamente no futuro”, disse.


Sheyner se auto intitulou como o único candidato da oposição na OAB-PB, ao citar que Paulo Maia e Carlos Fábio foram eleitos juntos para presidentes da Seccional Paraíba e da CAA, respectivamente, integrando a mesma chapa. “São dois candidatos da situação, que abriram dissidência, não avançaram e não vão avançar com essa briga entre eles. A OAB não avançou nos últimos anos e não irá avançar com eles dois”, destacou.


Por fim, Sheyner Asfora criticou o atual formato da Escola Superior da Advocacia (ESA), que foi transferida de sede própria no Centro da Cidade, passando a funcionar em imóvel locado em um shopping no bairro do Altiplano. Segundo ele, a sua gestão à frente da OAB-PB irá implantar núcleos de apoio digital aos advogados, bem como a adoção de mecanismo para facilita a inclusão dos novos advogados ao mercado de trabalho, através de programas como o “Residência Jurídica”, uma espécie de convênio que será formalizado entre a OAB-PB e escritórios de advocacia do Estado.


“Estou a representar o sentimento de mudança, de resignação quanto ao atual modelo de gestão da OAB Paraíba. É preciso que tenhamos uma Ordem austera, que pense no advogado e que possamos resgatara nos próximos três anos a Ordem dos Advogados, Seccional Paraíba como os seus membros merecem”, disse, para em seguida complementar: “Queremos uma OAB mais próxima dos advogados, combativa e exigente quanto ao respeito às nossas prerrogativas”, concluiu.


Paulo Maia


Por sua vez, o atual presidente Paulo Maia se mostrou combativo na defesa da gestão que representa. O candidato à reeleição pela Chapa 1 não deixou barato e respondeu as críticas no mesmo tom. “Você [Carlos Fábio] diz que a Caixa de Assistência dos Advogados teve uma gestão operosa e eficiente, mas não passou de Campina Grande. Guardou os recursos que recebeu para executar apenas agora, em ano eleitoral. Fala da morosidade, mas durante o movimento por mais juízes no Sertão, onde é que você estava? Onde a Caixa de Assistência esteve quando foi necessário?”, rebateu.


Segundo Paulo Maia, a CAA oferece atualmente apenas oito benefícios, porém nenhum é concedido integralmente aos advogados. “É uma Caixa de Assistência que não assiste, que não chega perto e fica longe dos advogados. As grandes questões da Advocacia estiveram longe das ações da Caixa de Assistência”, frisou.


O atual presidente também rebateu o colega Sheyner Asfóra quanto as mudanças promovidas pela atual gestão na ESA. “A Nova ESA foi um grande avanço promovido na atual gestão, que trouxe uma economia enorme para Ordem e comodidade ao advogado”, disse.


Segundo Paulo Maia, os colegas de oposição evitaram o debate de ideias no debate, apresentando apenas um “discurso eleitoreiro”. “Respeito Carlos Fábio e Sheyner Asfóra, são candidatos de oposição, pleiteiam e postulam a vaga que ocupo atualmente, portanto, obviamente que tem que serem lançadas as críticas, senão não estariam aqui como candidatos de oposição. Mas, os parabenizo pela forma republicana de tratar os temas, com a visão que cada um tem da advocacia e da própria OAB”, disse.

 

“Quero dizer para vocês que defendo agora não um projeto pessoal, mas um projeto coletivo, representante de uma advocacia que não quer mais voltar atrás, que quer caminhar para frente, que quer ir para as inovações tecnológicas, mas que não quer perder a essência de defender homens e mulheres ameaçados e lesionados em seus direitos, que quer uma OAB que dialogue com a sociedade, com as instituições públicas e privadas e que aprofunde determinadas conquistas que são muito importantes para a vida em sociedade. Defendo um agrupamento formado por pessoas, que antes eram invisíveis perante à OAB e que hoje tem vez e voz”, concluiu.


Por Redação
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