"O Divino Calvário" faz mais duas apresentações neste sábado - WSCOM

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23/04/2011


"O Divino Calvário" faz mais 2 sessões

neste sábado

Foto: autor desconhecido.

Uma versão poética da mais conhecida história da humanidade e lembrada incansavelmente ao longo dos últimos dois milênios vai estrear na capital paraibana nesta sexta-feira (22), com duas apresentações. A primeira apresentação de “O Divino Calvário” começa a partir das 19h, na Praça do Povo da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego (Funesc), enquanto que a segunda acontece às 21h. A peça será apresentada sempre duas vezes por noite até domingo (24), com realização da Fundação Cultural (Funjope) da Prefeitura de João Pessoa e em parceria do Governo do Estado.

Na versão da Paixão de Cristo 2011, a vida de Jesus é narrada com linguagem poética em três atos – por meio da dança, do circo e da música. A peça selecionada para esta edição é do Grupo Experimental Cena Aberta (Geca) e da Trupe Arlequim, com direção de Marcos Pinto. O último ensaio geral de "O Divino Calvário" será nas vésperas da estreia, na quinta-feira (21), às 19h.

"O Divino Calvário" é uma adaptação do drama sacro "O Mártir do Calvário", do teatrólogo português Eduardo Garrido, escrito em meados do século XIX. O texto era um dos mais encenados pelas trupes e companhias itinerantes de circo e teatro da década de 1950. A proposta é fazer um “passeio” pela vida de Jesus, mesclando o real expressionista e o imaginário minimalista.

Todo o contexto e a estética do espetáculo são distribuídos dentro do universo ibérico e nordestino. Os momentos distintos do nascimento e morte de Cristo são diferenciados pelas cores, figurinos, gestual e ritmos. O resultado é a dualidade de sensações.

A assistência de direção é de Walter Olivério. Também fazem parte da equipe Kalline Brito (produção), Diocélio Barbosa (preparação circense), Joyce Barbosa (coreografia) e Eli-Eri Moura (regente que assina a direção musical).

Adereços e figurinos – No primeiro ato, os adereços e figurinos abusam da utilização de chapéus, coroas, máscaras, plumas e penas, o que remete ao espectador ao século XV, com a ‘Commedia dell’arte’ – uma forma de teatro popular improvisado que começou na Itália e se desenvolveu posteriormente na França.

Depois, no segundo ato, o espetáculo remete à época medieval. Nesta fase, ganham formas as peças confeccionadas com a utilização de metais (a exemplo das armas dos militares). O figurino inclui coroas enfeitadas com pedrarias em bases de fibra de vidro, máscaras feitas de espuma e as pinturas em tecido, simulando o fogo.

Na construção das peças, foi feita uma opção por materiais leves. Um exemplo é a fibra de vidro, utilizada na cruz, além de papelão, borracha, arame e resina, utilizados na confecção dos troncos dos soldados, da rosa dos ventos e dos elmos.

Já a criação do figurino conta com mais de cem peças, entre túnicas, mantos e calçados. Tudo isso com a utilização de muitos tecidos, cortes largos e tons em degradê de azul, verde e marrom, além de um tratamento feito à base de tingimento.

Ambientação – O cenário conta com lances de escadas e praticáveis móveis, além de um cubo metálico que simula uma carroça mambembe, com a utilização de materiais como metal e madeira.

Música – A parte musical complementa o espetáculo e, em alguns momentos, integrantes do coro de vozes vão interagir com o cenário. Eles serão inseridos sobre praticáveis móveis, movimentando ainda mais as cenas.

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